Quando Escrever Não Basta

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writingEscrever sem dúvida é uma das artes mais nobres e intrigantes. Colocar no papel as suas ideias, seus princípios, transmitir a outros aquilo que te faz pensar. Mostrar em palavras sentimentos, ações, descrições de mundos não imaginados, passado e futuro.

E quando estamos na área da paixão, tudo se torna ainda mais complexo. Um casal escondendo um amor proibido, uma vocação que está para florescer, um estudante e seu mestre em busca do sentido. O escritor é desafiado perante a complexidade do tema, o cruzamento das passagens. A narrativa é sua única forma de expressão, e também a mais valiosa.

Existe um escritor da nova geração que encara esse desafio com graciosidade, seu nome é Joel Dicker.

Não seria pouco dizer que Dicker já é um dos grandes contadores de história da nossa geração. Nascido em Geneva, em 1985, ele alcançou o estrelato com seu best seller A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de 2012.

livro Harry Qbert

Todos os que se lembram de Nola dizem que ela era uma garota maravilhosa. Daquelas que ficam gravadas na nossa memória: delicada e solícita, multitalentosa e radiante. Parecia ter aquela alegria de viver inigualável, capaz de iluminar os piores dias de chuva. Aos sábados, trabalhava no Clark’s: saracoteava entre as mesas, ligeira, fazendo dançar nos ares seu cabelo louro e cacheado. Tinha sempre uma palavra gentil para cada freguês. Não se via ninguém além dela. Nola era um mundo inteiro em si.

O livro foi traduzido para 30 idiomas e publicado em 45 países, sendo reconhecido fora da Europa como um dos romances policiais contemporâneos mais bem escritos. Somos surpreendidos com reviravoltas a cada instante e com um jogo de palavras literário que nos instiga a continuar a leitura. É uma história de amor, a busca por um sentido na escrita e na vida.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Grande
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português, em formato físico e digital, e também em audio, em inglês e em francês.

O que adicionei à minha antibiblioteca com esse livro?
Lugares Escuros, de Gillian Flynn
Os últimos dias de nossos pais, de Joël Dicker

Conhecia Dicker? Já leu? Deixe um comentário ou fale comigo pelas redes sociais!

12 livros para 12 meses de estágio – Mês 1 – Cheguei no escritório, e agora?

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SteveCarell

Chegou a hora! Você foi escolhido pela empresa dos sonhos, depois de um processo super concorrido. Perdeu noites de sono, passou por várias entrevistas e dinâmicas de grupo, conheceu um monte de gente nova, passou no processo, esperou, esperou e o dia chegou! Primeiro dia de estágio! E agora?

O início de uma nova fase da vida é sempre muito difícil. E normalmente o estágio é nosso primeiro emprego, o início do contato com o mercado de trabalho, a passagem do mundo universitário para o mundo corporativo. E sim, muita coisa muda! Minha proposta aqui é ajudar esses jovens nessa ponte, e nada melhor do que buscarmos ajuda na nossa antiblioteca! Quais livros que não lemos ainda que podem nos ajudar?

Em 12 posts comentarei sobre 12 livros, análogos a 12 meses de estágio, e a um desafio por mês. Vamos a eles?

A pergunta que mais ouço dos novos estagiários: por onde começo? Você chegou na empresa, teve uma recepção super legal do seu novo chefe, passou por uma imersão com os altos executivos das diferentes áreas, conheceu seus colegas, a missão e objetivos da empresa, e aí chega na sua mesa, sem a menor ideia de onde começar.

NÃO SE DESESPERE!

A mudança é sim radical. O mundo empresarial é totalmente diferente do mundo universitário. Intrigas, política, ética, puxa-saco, dinheiro, carreira. Situações que não lidamos comumente e que se apresentam diariamente no trabalho, as quais devemos aprender mas também, por que não, estar preparados. E todos passam por isso, sempre. Então, por que não aprender com os mais experientes?

Alexandra Levit viveu esse dilema. Se empolgou, quebrou a cara, ficou sem rumo, sem motivação, mas entendeu que existe um jogo corporativo, uma forma de criar relacionamentos, colocar nosso melhor na empresa, liderar, ser respeitado, ser feliz. E nos conta tudo isso em They Don’t Teach Corporate in College.

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Em seu livro, Alexandra monta um guia para o jovem que está entrando no mercado de trabalho. Da preparação para a procura da melhor vaga, ela navega pelas habilidades necessárias no escritório, comportamentos esperados, como lidar com o chefe, gestão de tempo, avaliação, perfil social, atitude e mudança. Tudo de uma forma simples e direta, com dicas práticas e exemplos, números e citações de outros jovens que também passaram por tudo isso.

Many young employees can’t wait to make a difference at work. Twentysomethings, in particular, expect to get meaningful assignments followed by quick promotions. Although some managers appreciate initiative and independence, others might find you “presumptuous.” You could even “incite jealousy among your new colleagues.” Start small and make incremental changes. If you can’t sell an idea, let it go. Don’t be afraid to make mistakes or fail. Companies care most about ideas that boost the bottom line.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Infelizmente não está disponível em português, porém tem versões físicas, digitais e em áudio, e é bem fácil de achar no Brasil.

E claro que com essa leitura minha antibiblioteca cresceu! Adicionados à pilha:
The Adventures of Johnny Bunko: The Last Career Guide You’ll Ever Need, de Daniel Pink
The Start-up of You: Adapt to the Future, Invest in Yourself, and Transform Your Career, de Reid Hoffman e Ben Casnocha

Vamos começar por ele? O que achou da dica? Deixe um comentário ou fale comigo pelas redes sociais!

A Antibiblioteca

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O conhecimento não está no que sabemos e lemos, isso é apenas uma pequena parte (ínfima) de toda sabedoria que existe na sociedade.

No seu livro A Lógica do Cisne Negro, Nassim Nicholas Taleb cunhou o termo A Antibiblioteca de Umberto Eco para explicar que o importante em uma biblioteca não são os livros que lemos, mas todos os livros que não lemos e estão disponíveis para consulta.

O escritor Umberto Eco pertence àquela classe restrita de acadêmicos que são enciclopédicos, perceptivos e nada entediantes. Ele é dono de uma vasta biblioteca pessoal (que contém cerca de 30 mil livros) e divide os visitantes em duas categorias: os que reagem com: “Uau!  Signore professore dottore Eco, que biblioteca o senhor tem! Quantos desses livros o senhor já leu?”, e os outros — uma minoria muito pequena — que entendem que uma biblioteca particular não é um apêndice para elevar o próprio ego, e sim uma ferramenta de pesquisa. Livros lidos são muito menos valiosos que os não-lidos. A biblioteca deve conter tanto das coisas que você não sabe quanto seus recursos financeiros, taxas hipotecárias e o atualmente restrito mercado de imóveis lhe permitam colocar nela. Você acumulará mais conhecimento e mais livros à medida que for envelhecendo, e o número crescente de livros não-lidos nas prateleiras olhará para você ameaçadoramente. Na verdade, quanto mais você souber, maiores serão as pilhas de livros não-lidos. Vamos chamar essa coleção de livros não-lidos de antibiblioteca.

Esta é a proposta deste espaço: trazer à luz de todos aqueles livros que não conhecemos, não lemos, que estão empilhados na nossa estante. Toda aquela biblioteca de possibilidades infinitas, de conhecimento e de divergência. Nossa missão é fazer cada pessoa ler um livro a mais em sua vida.

E você, o que leu ultimamente? Compartilhe conosco!