12 Livros para 12 Meses de Estágio – Parte 2

Padrão

Nos últimos meses escrevi aqui no blog 12 posts sobre 12 livros que acredito serem fundamentais para quem está começando a carreira em um estágio. Na parte 1 foram os meses de 1 a 4, e aqui vai a segunda parte! Espero que goste!

Mês 5 – NetWORKING

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E chegou a hora de falar das outras pessoas, aqueles que estão à nossa volta, que precisamos nos relacionar. Da arte do Networking! Criar boa conexões, duradouras, com as pessoas certas, é a chave para nos desenvolvermos dentro da empresa. Aprenderemos mais, teremos visibilidade de outras áreas, mais pessoas conhecerão o nosso trabalho.

E vejam só que interessante essa palavra: Networking. Net-WORKING. Não net-waiting, não net-sit. É trabalhar na sua rede. Talvez seja uma das habilidades mais menosprezadas. As pessoas deixam acontecer, apenas agem naturalmente. Não se planejam, nem tem objetivos e metas de networking. E aí esta a chave da questão. Trabalhar duro e constantemente em networking, em conexões verdadeiras, relacionamentos que duram, planejamento e metas.

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E aqui esta o livro mais “manual” da nossa lista. The 29% Solution, de Ivan Misner é baseado na teoria dos seis graus de conexão, mas se aprofunda um pouco: Nem todas as pessoas estão conectadas em 6 graus. Segundo o mesmo estudo que apresentou a teoria, apenas 29% das pessoas atingiram os 6 graus. E aí está o segredo: Estar no grupo dos 29%.

Effective networking is not just socializing, nor is it simply attending meetings. It’s about building connections and relationships.

When it comes to business networking, you never know who people know.

Ele trás um manual de 54 semanas de como melhorar nosso networking, com um exercício prático por semana. É bem direto ao ponto, rápido de ler e nem preciso dizer muito aplicável. Vai de como montar um plano de networking, com metas, passando pelos jogos de golfe e eventos. Tem várias abordagens bem óbvias, mas outras um tanto esclarecedoras.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Só achei o livro em inglês, apesar de encontrar outros títulos do mesmo autor com edições brasileiras em português. Está disponível em formatos físico, digital e áudio.

Para aumentar sua estante, mais dois livros do tema, um também com uma teoria de rede muito bacana, e outro sobre oportunidades de relacionamento que temos o tempo todo.

How to Be a Power Connector: The 5+50+100 Rule for Turning Your Business Network into Profits de Judy Robinett
Never Eat Alone, Expanded and Updated: And Other Secrets to Success, One Relationship at a Time de Keith Ferrazzi

 

Mês 6 – Tá com dúvida? Pergunta!

 

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Uma das habilidades mais poderosas e bem vistas é perguntar. No entanto, vivemos em uma sociedade onde aprendemos o tempo todo a responder, somos avaliados pelas repostas que damos desde pequenos, e praticamente condicionados a não fazer perguntas.
Porém em uma carreira, em uma negociação, em um relacionamento, saber fazer as perguntas corretas, chegar ao cerne das questões, é fundamental.

Nem sempre conseguimos formular boas perguntas. Em muitas situações, nos contentamos com a primeira resposta, ou até vamos direto ao nosso discurso, sem antes explorar o lado do outro. Quantas vezes não conhecemos e começamos a falar de nós mesmos ou do nosso negócio? Nos esquecemos que a primeira coisa a fazer deve ser conhecer o outro melhor, o que faz, seus problemas e dificuldades, seus desejos e anseios.

Andrew Sobel é um especialista no assunto, e em seu livro Power Questions: Build Relationships, Win New Business, and Influence Others ele explora a fundo diversas situações e como podemos fazer grandes perguntas, abertas (aquelas que a resposta é uma descrição, e não apenas sim ou não), exploratórias, perguntas subsequentes, verdadeiras e poderosas. Todas com o objetivo de descobrir mais a fundo o problema em questão. E o mais importante: Que as perguntas sejam honestas. Que estejamos realmente interessados em descobrir mais sobre o outro, a fazê-los pensar e refletir.

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When someone says ‘Tell me about your company’, get them to be more specific. Ask ‘What would you like to know about us?’

When you’re trying to define an organizational role, to restore a sense of purpose and pride, or just understand what makes people tick, ask: ‘Why do you do what you do?’

When someone says, ‘I want this’, you have to find out what they really need. You do this by asking ‘Why?’. You can ask this question as many as five times, starting with ‘Why do you want to do that?’ or ‘Why is this happening?’

São 337 perguntas que abordam as relações humanas e nos ajudam a construir e aprofundar estas. Cada pergunta foi testada em situações reais, e cada exemplo vem da vivência dos autores. Eles entrevistam CEOs, pais de família, empreendedores e jovens. E em vez de respostas aos problemas, nos trazem perguntas.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português (físico), e em inglês com versões físicas, digitais e em áudio, tranquilo de encontrar.

Está se perguntando se minha antibiblioteca cresceu? Claro!!!
Just Listen: Discover the Secret to Getting Through to Absolutely Anyone de Mark Goulston
A More Beautiful Question: The Power of Inquiry to Spark Breakthrough Ideas de Warren Berger

 

Mês 7 – Aprender Sempre

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Momentos decisivos, aqueles raros onde tudo está em jogo, uma carreira, um campeonato, um amor verdadeiro. As finais da nossa vida estão por aí, e muitas vezes ocorrem sem nem mesmo percebermos.

Existem aqueles que se preparam. Moldam seus dias esperando a hora perfeita, onde irão encarar seu destino. Estes não são vacilantes, agem e trabalham, praticam e aprendem.

Outros apenas vivem, sem nem se dar conta desses lampejos. Dia após dia, encaram a rotina como algo natural, passam de decisão a decisão, sim e não, como escrevem em um caderno ou tomam o café da manhã.

E terceiros são aqueles que as evitam, sabem que estão à mercê da batalha, mas não se sentem preparados, não tem coragem de enfrenta-la e falhar, de tomar um partido e o defender frente a outros.

Em qual perfil nos encaixamos?

A verdade é que os momentos decisivos vão continuar a ocorrer, independente da nossa vontade. Vamos vivenciá-los. E, quando ocorrerem, devemos estar preparados, não apenas para a vitória, ou para a confirmação do nosso ponto de vista; mas sim para o aprendizado. Crescemos quando aprendemos algo novo, ganhamos quando damos um passo à frente, com esforço; vivemos se decidirmos estar nesses momentos.

Este meu pequeno texto foi inspirado pelo livro da Dra. Carol S. Dweck, Mindset: How You Can Fulfil Your Potential . Um dos livros mais inspiradores que li. Não à toa, está sendo indicado pelo presidente de onde trabalho para que todos leiam e reflitam. E por que? Mudança de forma de pensar. De mindset. Passar de uma mentalidade fixa, onde achamos que somos inteligentes ou burros, atléticos ou nerds, lindas ou espertas, um mundo onde nascemos de uma forma e não mudamos. Onde tiramos notas boas e precisamos de aprovação, ou fazemos o que o chefe determina e ganhamos um aumento.

E qual a mudança? Mentalidade de Crescimento!

MindsethardMindset change is not about picking up a few pointers here and there. It’s about seeing things in a new way. When people…change to a growth mindset, they change from a judge-and-be-judged framework to a learn-and-help-learn framework. Their commitment is to growth, and growth take plenty of time, effort, and mutual support.

What on earth would make someone a nonlearner? Everyone is born with an intense drive to learn. Infants stretch their skills daily. Not just ordinary skills, but the most difficult tasks of a lifetime, like learning to walk and talk. They never decide it’s too hard or not worth the effort. Babies don’t worry about making mistakes or humiliating themselves. They walk, they fall, they get.

O poder da Mentalidade de Crescimento é infinito. É ele que nos direciona, através do esforço, do aprendizado, da perseverança, para um novo patamar dentro de nossas vidas. Crescer e atingir nosso potencial deve ser nossa meta constante, não agradar e buscar reconhecimento, nem evitar conflitos que nos façam cair.

O livro é cheio de exemplos em diversos campos, do esporte ao corporativo, da família, filhos, relacionamentos. Os ensinamentos aos pais são cativantes, e mostram o quanto estamos mimando e empobrecendo o crescimento dos nossos filhos com elogios e dando tudo a eles, ao invés de desafia-los constantemente, buscar que aprendam com erros, que exercitem seus cérebros e busquem satisfação no processo de solucionar no problema, e não no resultado positivo.

So what should we say when children complete a task—say, math problems—quickly and perfectly? Should we deny them the praise they have earned? Yes. When this happens, I say, “Whoops. I guess that was too easy. I apologize for wasting your time. Let’s do something you can really learn from!

E, finalmente, a frase que mais me marcou no livro, e que espero também tenha um impacto enorme na sua vida:

Don’t judge. Teach. It’s a learning process.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Grande
Aplicabilidade: Alto

O livro está disponível em diversas línguas, inclusive português, em meios digitais e físicos e em áudio.

Eu continuo crescendo, e espero aprender ainda mais com esses livros:
Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking, de Susan Cain
To Sell is Human: The Surprising Truth About Persuading, Convincing, and Influencing Others, de Daniel Pink

 

Mês 8 – Mudança de Hábito, já!

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Vocês sabiam que 98% das pessoas fazem resoluções de início de ano? As mais típicas são perder peso, trocar de emprego e economizar dinheiro. Porém, apenas 4% cumprem as metas estabelecidas. Algo errado aqui? Com certeza!

E será que o problema está na meta? Muito difícil de ser atingida? Não… o problema está no método. Toda mudança é difícil, especialmente aquelas que mexem com aspectos fundamentais do nosso dia-a-dia, como alimentar-se, horários, exercícios. Aquelas mudanças que mexem com nossos hábitos.

E é por isso que Charles Duhigg se tornou um bestseller. Ele escreveu O Poder do Hábito, aonde nos ensina um método de como executar uma mudança sobre algo fundamental em nossa vida. Ele inicia explicando de onde vem os hábitos e por que é tão difícil muda-los. Nos presenteia com o método. E nos conta histórias reais de mudanças – e de não mudanças – e por que elas aconteceram ou não.

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Once you know a habit exists, you have the responsibility to change it . . . others have done so . . . That, in some ways, is the point of this book. Perhaps a sleep-walking murderer can plausibly argue that he wasn’t aware of his habit, and so he doesn’t bear responsibility for his crime, but almost all of the other patterns that exist in most people’s lives — how we eat and sleep and talk to our kids, how we unthinkingly spend our time, attention and money — those are habits that we know exist. And once you understand that habits can change, you have the freedom and the responsibility to remake them. Once you understand that habits can be rebuilt, the power of habit becomes easier to grasp and the only option left is to get to work.

Duhigg faz um brilhante trabalho nos explicando que hábitos são criados desde que nascemos, e que é de nossa natureza – parte de como nosso cérebro funciona e evoluiu – formar processos repetitivos que não demandam nossa atenção plena. Dessa forma, conseguimos executar diversas tarefas e rotinas de forma automatizada e praticamente sem pensar. Quantas vezes nos percebemos escovando os dentes, ou mesmo dirigindo para o trabalho?

E é por esta automatização que os hábitos são tão difíceis de serem mudados. E é aí que o método se encaixa. Ele defende que temos que reconhecer nossos hábitos, entender o que precisamos mudar, e então executar os passos “deixa” – “rotina” – “recompensa”. A “deixa” é aquilo que vai nos lembrar da mudança da rotina. Se temos que correr, deixar o tênis na porta. A rotina é executar aquilo que queremos mudar, no caso correr. E a recompensa é a conclusão, para que o corpo e o cérebro entendam que a mudança é positiva. Após a corrida tomar um suco, ou algo que dê esse prazer final.

Dessa forma, e com a repetição seguida, o novo hábito se estabiliza.

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The Golden Rule of Habit Change: You can’t extinguish a bad habit, you can only change it.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português e em outras línguas, em meios digitais, físicos e em áudio. Também existem diversos sites com dicas de como implementar a metodologia, vai no BING e procura 😉

Já mudei alguns dos meus hábitos, e no próximo post vou contar uma experiência pessoal. Enquanto isso, minha antibiblioteca continua crescendo:

Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity, de David Allen
Essencialismo, de Greg McKown

Gostou do post? Não esquece de ver a Parte 1!

Amanhã a Parte 3 aqui no blog! Não perca!

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