
Estamos à beira de 2017, e o momento de fechar nossas metas e pensar para frente chegou. Porém, antes disso, é importante olharmos para trás, para aquilo que passamos durante o ano, e relembrarmos tudo o que aprendemos.
Esse ano de 2016 foi muito difícil. Tanto no nosso micromundo pessoal, quanto no nosso macromundo à nossa volta, passamos por muitas situações novas. Vimos pessoas próximas perderem seus empregos, pais com dificuldades de colocar filhos nas escolas, sentimos o quanto a corrupção está instaurada nas nossas instituições e empresas. Vimos acidentes gravíssimos, morte e destruição. Milhões de pessoas fugindo de seus países, arriscando a própria vida indo ao desconhecido em busca de uma chance.
E aprendemos.
Eu vejo 2016 como um dos anos de maior aprendizado da humanidade. Um ano real de transformação. De mudança de rumo, pois não podemos mais viver como sociedade, como vizinhos, sem termos a responsabilidade compartilhada deste planeta. Dos aspectos econômicos e sociais, aos climáticos e de paz, cada um aqui é co-reponsável pelo amanhã. Que planeta estamos deixando para os nossos filhos, depois de 2016?
É a hora de olharmos para nossos valores, aqueles mais íntimos, e pensarmos se são eles que estão na prática no nosso dia-a-dia.
Nesse ano eu li muitos livros, alguns excelentes, outros nem tanto, mas eu trago nesse post um resumo daqueles que eu acredito foram os que mais me ensinaram algo, aqueles que mexeram comigo de forma mais íntima, e que me ajudaram a ser uma pessoa melhor e mais preparada para este novo tempo que chega.
Que 2017 seja o ano de implementarmos as mudanças que aprendemos em 2016. Que sejamos melhores pais, companheiros, trabalhadores, chefes, empreendedores, líderes. Que sejamos felizes em cada dia, que passemos tempo com as pessoas que mais importam, e que ao final do ano tenhamos novamente aprendido muito.
Mindset: How You Can Fulfil Your Potential, de Carol S. Dweck
Mindset talvez tenha sido o livro que mais me influenciou esse ano. Aprendi com ele que somos apenas um reflexo de quão aberto estamos a aprender coisas novas. Que não nascemos sabendo, nem com dons especiais, e que podemos ser o melhor naquilo que fazemos se tivermos a humildade de reconhecer que não sabemos, de aprender todos os dias, de treinar e nos esforçar para dar um passo novo.
Como parte da minha vida, incorporei a reflexão ao erro e exercícios de revisão do que poderia ter feito diferente para um projeto.
Escrevi sobre Mindset no Post 12 Livros para 12 meses de estágio – Mês 7 – Aprender Sempre
Me identifiquei com Quiet logo de cara, pois falou muito próximo de quem eu sou. Um introvertido, vivendo num mundo de extrovertidos. E esse livro me ensinou a dar chance a todos. Nas nossas empresas, escolas, amigos, valorizamos demais os extrovertidos. Aqueles que falam, contam histórias, estão sempre com grandes conexões. Porém os introvertidos tem um papel fundamental, tanto quanto os primeiros, pois trazem reflexões mais profundas, momentos de silêncio, relações mais duradouras. E vi quantas vezes descartamos um candidato por que não é high-profile, ou deixamos de chamar alguém para nosso almoço, ou mesmo nos sentimos sobrecarregados pela falta de um momento de silêncio e meditação durante o dia.
Incorporei na minha vida a meditação, almoços sozinho e tempo para respirar com calma, e também sempre questionar o perfil das pessoas que queremos nas posições e como dar chance a um introvertido de ser visto em um processo.
Mais sobre Quiet no Post Introvertidos, apareçam!
Caixa de Pássaros, de Josh Malerman
Coloquei também um livro de ficção na minha lista, pois acredito que temos muito a aprender nas histórias. E Caixa de Pássaros, apesar de ser um thriller de terror, me fez pensar se não vivemos um ano em 2016 de procura no escuro, de cegueira da sociedade. Com ele aprendi sobre a resiliência, como continuar perseguindo um objetivo, passando por cada dificuldade, dando um passo de cada vez, às vezes dois, três para trás, mas sabendo que estamos fazendo tudo pelo objetivo maior.
Com este livro incorporei na minha vida ter objetivos de longuíssimo prazo, um sonho, e objetivos curtos de 3 meses, onde cada pequeno grupo me leva ao maior.
Mais detalhes no Post Não Abra os Olhos
Menção Honrosa
Li um livro em 2016 que ainda não foi blogado, mas que será brevemente: The 4 hour Workweek, de Tim Ferris. Quero fazer um menção honrosa a ele pois, de tudo o que aconteceu em 2016, acho que o mais importante foi lembrar-nos de que, apesar de toda a dificuldade, nós ainda estamos aqui. Com nossas famílias, nossos filhos, amigos. E precisamos lembrar sempre de por que estamos trabalhando, por que fazemos o que fazemos. E Ferris trás uma abordagem, um tanto quanto heterodoxa é bem verdade, de respostas a essas perguntas.
E uma das que mais me incomoda, me faz mais pensar, é: por que esperamos 60, 70 anos de nossas vidas para nos aposentar? Não deveríamos pensar nisso todos os dias? E ter meios de fazer pequenas aposentadorias durante toda a vida?
Ficou curioso? Aguarde que em 2017 falaremos de Tim Ferris na Antibiblioteca, e de muitos outros! Obrigado por esse ano, foi uma jornada e tanto! Tenha ótimas festas, e nos vemos em 2017!