Plantando as sementes

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Uma das maiores habilidades humanas é a persuasão. É influenciar outros, de forma a que sigam caminhos, vontades, fechem negócios, enfim, que façam ou tomem uma decisão favorável àquele que está tentando influenciar de alguma forma.

Falamos muito de empatia, de conexão, de programação neuro-linguística… mas será que temos que nos aprofundar tanto assim? Tem um grande autor que acha que não é preciso, que pequenas técnicas e formas de conexão são suficientes para que exerçamos nossa influencia. Esse autor é Robert Cialdini. E muitos anos depois do lançamento de Influence, seu grande Best-seller, ele volta com um conceito anterior ao momento da influencia o que ele chama de Pre-Suasion (pre-suasão em tradução livre, ou persuasão prévia).

Pre-Suasion: A Revolutionary Way to Influence and Persuade revisita a teoria de Influence, mas trás o momento da verdade, aquele em que a decisão é tomada, para um pouco atrás no processo de influencia: o que é preciso ser feito ANTES que a mensagem chegue ao receptor, e qual mensagem deve ser passada.

De forma ética e objetiva, Cialdini divide o livro em 3 partes, contando inicialmente onde estão esses momentos privilegiados de influencia antes das conversas, e o que alavanca nossa atenção quando estamos assistindo a uma apresentação, ou estamos em uma discussão.

pre-suasion-transparentThere’s a critical insight in all this for those of us who want to learn to be more influential. The best persuaders become the best through pre-suasion – the process of arranging for recipients to be receptive to a message before they encounter it. To persuade optimally, then, it’s necessary to pre-suade optimally. But how?

In part, the answer involves an essential but poorly appreciated tenet of all communication: what we present first changes the way people experience what we present to them next.

Na segunda parte, ele destaca as associações que são necessárias para que a persuasão funcione. Os locais onde devem ser feitas as técnicas, os momentos ideais, e qual a mecânica que precisa ser usada para que o processo seja natural no fluxo da conversa.

Finalmente, ele fecha o livro falando sobre ética, afinal uma técnica de persuasão pode ser usada de forma errada e não-ética por empresas e pessoas.

É um livro bastante prático, com grandes histórias que exemplificam o processo e as técnicas.

Our ability to create change in others is often and importantly grounded in shared personal relationships, which create a pre-suasive context for assent. It’s a poor trade-off, then, for social influence when we allow present-day forces of separation—distancing societal changes, insulating modern technologies—to take a shared sense of human connection out of our exchanges. The relation gets removed, leaving just the ships, passing at sea.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Ouvi o livro com a narração de John Bedford Lloyd, ele também está disponível em meio físico e digital. Não está disponível ainda em português.

Para continuar nessa jornada de autoconhecimento, adicionei os seguintes livros à minha antibiblioteca:

Fora de Série (Outliers), de Malcolm Gladwell

Presença. Propósito Humano e o Campo do Futuro, de Peter Senge

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A Revolução Econômica

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Queridos leitores, feliz ano novo! Que 2017 traga a todos muita paz, muita prosperidade e muitos aprendizados através dos livros!

Começo o ano com um tema um tanto quanto complexo, porém que acredito ser de fundamental importância para o nosso futuro: Blockchain!

Blockchain?!?!

Vou explicar. Já chego lá 🙂

Acredito que muitos aqui estão familiarizados com os modelos econômicos que tem quebrado modelos tradicionais. O Uber nos transportes. O Airbnb para hospedagem. Alibaba em varejo online. Esses e tantos outros negócios que se baseiam na economia social e no compartilhamento para trazerem benefícios a uma camada maior de pessoas. Todos alavancados pelo uso da tecnologia, como forma de aproximar pessoas, serviços e bens que de outra forma estariam desconectados, parados sem uso, desempregados e improdutivos.

Vimos essa ruptura em diversas indústrias, e continuamos vendo no dia-a-dia. Porém existe um ramo que continua bastante firme, ainda não incomodado pela onda social: os bancos. Eles ainda tem o monopólio das transações financeiras mundiais, suportados por um modelo de negócio bastante sólido, e também por regulamentações e leis que garantem que consigamos fazer, de forma segura, pagamentos, transferências, remessas, empréstimos, financiamentos, etc.

Porém toda essa segurança tem um preço, e não é um baixo. As taxas cobradas para as transações, mais os prazos que precisamos esperar que elas aconteçam, são fora do comum. Você já parou pra pensar que uma remessa de dinheiro para fora do país pode levar de 6 a 10 dias para ser feita? E que as taxas cobradas podem chegar a até 12% do valor? Pense agora que alguns países, como as Filipinas, por exemplo, tem quase 40% do seu PIB em remessas vindas de fora do país.

E aí voltamos ao tema de nosso post. Blockchain. Se acreditamos que temos uma oportunidade em redução de custos, melhoria de processos, aumento de agilidade e melhor distribuição de renda, temos que ter uma tecnologia que vai nos propiciar isso. E aí entra essa palavra difícil. Blockchain é um protocolo de troca de informações online, que funciona quase que como um grande livro registrador mundial. Nele podemos gravar, de forma imutável e segura, toda e qualquer transação que ocorra, tendo assim uma tecnologia que pode substituir o grande papel que cartórios e bancos fazem hoje: o de garantir que um bem é de alguém, e o da transação que ocorreu com aquele bem.

Ainda tá difícil de entender né? Por isso que nosso amigo Don Tapscott escreveu um livro sobre o assunto 🙂

Blockchain Revolution: How the Technology Behind Bitcoin Is Changing Money, Business, and the World é um livro completo sobre o assunto. Conta a história do tema, começando pelas origens do Bitcoin e como ela influenciou uma geração de investidores na internet, e aí descreve de forma bastante clara todos os impactos que uma tecnologia como o Blockchain pode ter em setores da sociedade como a economia, política, empresas, educação, terceiro setor, etc.

Don escreve sobre impactos da tecnologia com exemplos bastante simples e reais. Os números que passei acima sobre as Filipinas, por exemplo, são retirados do livro, onde ele escreve quase que um capítulo sobre o impacto direto no bolso das pessoas que trabalham fora de seus países de origem e tem que mandar dinheiro de volta para casa teriam. Desde a economia financeira até a transferência quase que imediata de recursos.

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With the rise of a global peer-to-peer platform for identity, trust, reputation, and transactions, we will finally be able to rearchitect the deep structures of the firm for innovation, shared-value creation, and perhaps even prosperity for the many, rather than just wealth for the few.

O Autor também coloca, sobre cada tema, princípios do que seria a adoção de uma tecnologia disruptiva como essa, como por exemplo a segurança das identidades – hoje tão deturbada e explícita na era das redes sociais – a integridade dos dados, a melhor distribuição de poder e riqueza, a mudança dos incentivos para que os trabalhos sejam realizados e a facilitação de pagamentos, a preservação dos direitos das pessoas e a inclusão de uma massa de “desbancarizados”, que poderiam começar a transacionar e consumir em um mundo onde eles estão hoje marginalizados por não fazerem parte do sistema bancário.

There are still two billion people without a bank account, and in development world, prosperity is actually declining as social inequality continues to grow.

Na segunda parte do livro, temos um panorama de quais seriam as transformações que a sociedade sofreria ao adotar o blockchain. Novos modelos de negócios seriam possíveis, como por exemplo a holocracia, reduções significativas de custos e aumento de velocidade em desenvolvimento de novos produtos e serviços, bem como a gestão de uma (ou várias) moeda mundial eletrônica.

Na terceira e última parte, Don lista quais seriam as barreiras e desafios. Ele nos faz pensar nos riscos de uma tecnologia como essa ser controlada por terroristas ou regimes autoritários, a quantidade de energia elétrica necessária para sustentar uma rede interconectada, o uso da capacidade computacional para transações, ao invés de usos como medicina ou inteligência artificial, dentre outros.

O livro é abrangente e leitura obrigatória a qualquer um que queira se conectar com a próxima onda de mudança mundial. Existem também vários outros livros sobre o tema, vídeos e palestras, então o material é vasto. Essa é nossa sugestão para começar bem 2017!

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Grande
Aplicabilidade: Alto

Ele está hoje disponível em inglês, com previsão em português para Março de 2017.

Se quiser ver uma introdução do que o livro fala, a palestra do TED do Don Tapscott é um bom lugar.

Como não pode faltar, nossa antibiblioteca cresceu para esse ano:

Abundância, de Peter H. Diamandis

The New Rules of Sales and Service, de David Meerman Scott

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