Os Negócios na era das Redes

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Redes Sociais. Consumerização. Inteligência Artificial. Internet das Coisas. Carros autônomos. Biotecnologia. Essas são algumas das palavras que temos visto em artigos, posts e matérias, que temos discutido com nossos amigos em churrascos e aniversários, e que tem nos feito pensar… Quais os impactos das novas tecnologias na nossa vida? Seremos realmente substituídos por máquinas? Qual a moral de um robô? Estamos conectados e sendo vigiados o tempo inteiro?

São muitas as questões, porém um única certeza: este é o novo mundo que estamos inseridos, e querendo ou não temos um desafio de aprender uma nova ordem, um novo modelo de sociedade que já inclui a tecnologia como alicerce fundamental.

Em toda revolução da humanidade existem aquelas pessoas visionárias, que saem na frente, que pensam no que ainda está por vir e conseguem se alavancar sobre as mudanças. Vimos isso ao longo da história com grandes generais, com reinados, com religiões, com os bancos e as grandes empresas. E nessa revolução? Quem são aqueles que lideram nosso mundo para o amanhã? E por que?

É isso que o livro The Seventh Sense: Power, Fortune, and Survival in the Age of Networks, de Joshua Cooper Ramo tenta nos mostrar. Em um mundo transformado, especialmente pela grande e veloz conectividade, que sentido temos que desenvolver para entender e capitalizar sobre a mudança? O que as redes trazem de novidade nas interações e nos eventos?

Ramo faz uma análise bastante profunda do impacto das redes em nossa sociedade. Desde o simples fato de estarmos todos conectados a todo momento, até a facilidade de trocarmos experiências e informações com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, de forma instantânea. E essa é a grande sacada dele: a velocidade que a rede proporciona em termos de integração social.

Se pensarmos que no passado a distância era o grande problema, pois demorávamos horas, dias ou semanas para ir de um ponto a outro, ou fazer uma informação chegar, hoje essa barreira está quebrada. Podemos enviar dinheiro de um canto a outro do mundo instantaneamente, bem como produzir uma revolução, combinar a votação de um presidente ou um ataque terrorista.

the-seventh-sense-bookWhat is true for the machines all around us now is true for us too: We are what we are connected to. And mastery of that connection turns out to be the modern version of Napoleon’s coup d’oeil, the essential skill of the age

Nas palavras de Ramo, temos que desenvolver um novo sentido para entender como as coisas estão conectadas. O Sétimo Sentido é “olhar para um objeto e ver a forma como ele foi transformado pela conectividade”, ou seja, o impacto que a rede, a conexão, trazem a qualquer elemento que está nela, seja um humano, um avatar, um objeto, uma informação, um carro ou um robô.

E neste sétimo sentido existem também as ameaças, afinal quando temos uma nova força, ainda pouco compreendida, sendo elevada como a mais importante, podemos ter concentrações de poder, ou o poder em mãos erradas ou caóticas. E as pessoas que começam a compreender esse sentido são aquelas que tomas a frente nas negociações, nas revoluções e nas mudanças.

Quando você inventa o barco, você também inventa o naufrágio.

É um livro revolucionário no seu tema e proposição, porém achei muito teórico. De qualquer forma vale a leitura! Está disponível em inglês, em meios físico, digital e em áudio. Eu escutei com narração do próprio autor.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Média

Me inspirei por dois amigos a colocar os seguintes livros na minha antibiblioteca:

Persuadable: How Great Leaders Change Their Minds to Change the World, de Al Pittampalli
Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman

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Plantando as sementes

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Uma das maiores habilidades humanas é a persuasão. É influenciar outros, de forma a que sigam caminhos, vontades, fechem negócios, enfim, que façam ou tomem uma decisão favorável àquele que está tentando influenciar de alguma forma.

Falamos muito de empatia, de conexão, de programação neuro-linguística… mas será que temos que nos aprofundar tanto assim? Tem um grande autor que acha que não é preciso, que pequenas técnicas e formas de conexão são suficientes para que exerçamos nossa influencia. Esse autor é Robert Cialdini. E muitos anos depois do lançamento de Influence, seu grande Best-seller, ele volta com um conceito anterior ao momento da influencia o que ele chama de Pre-Suasion (pre-suasão em tradução livre, ou persuasão prévia).

Pre-Suasion: A Revolutionary Way to Influence and Persuade revisita a teoria de Influence, mas trás o momento da verdade, aquele em que a decisão é tomada, para um pouco atrás no processo de influencia: o que é preciso ser feito ANTES que a mensagem chegue ao receptor, e qual mensagem deve ser passada.

De forma ética e objetiva, Cialdini divide o livro em 3 partes, contando inicialmente onde estão esses momentos privilegiados de influencia antes das conversas, e o que alavanca nossa atenção quando estamos assistindo a uma apresentação, ou estamos em uma discussão.

pre-suasion-transparentThere’s a critical insight in all this for those of us who want to learn to be more influential. The best persuaders become the best through pre-suasion – the process of arranging for recipients to be receptive to a message before they encounter it. To persuade optimally, then, it’s necessary to pre-suade optimally. But how?

In part, the answer involves an essential but poorly appreciated tenet of all communication: what we present first changes the way people experience what we present to them next.

Na segunda parte, ele destaca as associações que são necessárias para que a persuasão funcione. Os locais onde devem ser feitas as técnicas, os momentos ideais, e qual a mecânica que precisa ser usada para que o processo seja natural no fluxo da conversa.

Finalmente, ele fecha o livro falando sobre ética, afinal uma técnica de persuasão pode ser usada de forma errada e não-ética por empresas e pessoas.

É um livro bastante prático, com grandes histórias que exemplificam o processo e as técnicas.

Our ability to create change in others is often and importantly grounded in shared personal relationships, which create a pre-suasive context for assent. It’s a poor trade-off, then, for social influence when we allow present-day forces of separation—distancing societal changes, insulating modern technologies—to take a shared sense of human connection out of our exchanges. The relation gets removed, leaving just the ships, passing at sea.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Ouvi o livro com a narração de John Bedford Lloyd, ele também está disponível em meio físico e digital. Não está disponível ainda em português.

Para continuar nessa jornada de autoconhecimento, adicionei os seguintes livros à minha antibiblioteca:

Fora de Série (Outliers), de Malcolm Gladwell

Presença. Propósito Humano e o Campo do Futuro, de Peter Senge

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Passou da hora de dormir

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Sleeping

Chegou a hora de dormir. Ou passou da hora? Lutamos nos tempos modernos para conseguir aumentar nossa produtividade ao máximo, revendo processos, hábitos, métodos. E muitas vezes avançamos em nossa noite respondendo e-mails, terminando apresentações, resolvendo problemas. Nosso dia de trabalho de 8 horas passa para 12, 16… e esquecemos que temos que recarregar nossa energia, pois um novo dia está para vir.

A Ariana Huffington tinha uma rotina maluca. Dona do Huffington Post, uma das empresarias de maior sucesso nos últimos anos, ela precisava de um dia de mais de 16 horas de trabalho para terminar todas as suas tarefas e responsabilidades. Trabalhava nas férias, finais de semana, em trânsito ou no escritório, sempre e sem parar. Até que seu corpo parou. Ela teve um colapso, caiu e se feriu gravemente. E após isso, repensou a sua vida.

Começou pelos valores, escrevendo logo após o livro Thrive, onde revisita o que é realmente fundamental para nossa vida. Poder? Dinheiro? Trabalho? Muito pelo contrário. Mas deixo a resenha deste para um outro dia.

Porém, enquanto palestrava e rodava o mundo falando sobre seu livro, ela percebeu que o tema mais comentado, que as pessoas mais queriam ouvir, era sobre o sono. Afinal após o colapso ela mudou completamente sua rotina, incluindo uma boa noite de descanso como parte fundamental de sua rotina. E aí surgiu a ideia de escrever The Sleep Revolution: Transforming Your Life, One Night at a Time, de Ariana Huffington. Neste livro, além de revisitar sua história Ariana trás diversos dados e informações sobre o sono, ou como nós estamos maltratando este processo.

Ela fala sobre nossa dependência dos remédios para dormir, e depois dos energéticos e cafeína para nos manter acordados. Dos perigos que a falta de descanso trás para profissões como motoristas, em como isso afeta nossos adolescentes que acham que “dormir é para os fracos”, nas mães e pais com filhos recém nascidos que não conseguem dormir, acordando diversas vezes para os cuidados essenciais.

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The evidence is all around us. For instance, do you know what happens if you type the words “why am I” into Google? Before you can type the next word, Google’s autocomplete function—based on the most common searches—helpfully offers to finish your thought. The first suggestion: “why am I so tired?” The global zeitgeist perfectly captured in five words. The existential cry of the modern age.

Após as evidências que temos dormido pouco, Ariana nos apresenta processos e ferramentas para nos ajudar a dormir melhor. Das condições que montamos nosso quarto – temperatura, luzes, sons – ela insiste muito em que coloquemos de lado nossos “melhores amigos”: os smartphones. Com sua luz azul, eles despertam nosso cérebro, nos impedindo de ter um bom descanso.

Ela também fala bastante sobre como as escolas poderiam ajudar as crianças e adolescentes a serem melhores estudantes, mudando os horários dos períodos letivos, passando pelas empresas, os vôos, as reuniões, enfim, ela apresenta diversas perspectivas de como melhorar nossa produtividade através do mais básico dos motores humanos: o descanso.

People look for retreats for themselves, in the country, by the coast, or in the hills, when it is possible for you to retreat into yourself any time you want.

Eu mesmo estava em um processo de mudança de hábitos, tentando acordar às cinco da manhã todos os dias, porém não conseguindo ir para a cama antes das 23:30. As manhãs estavam ótimas, mas as tardes e noites estavam um problema! Claro, eu estava totalmente errado, pois meu corpo precisa do descanso antes do novo hábito. Agora estou trabalhando para ir dormir mais cedo e assim formar um novo processo de descanso.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Médio

O livro está disponível apenas em inglês, eu ouvi o audiobook narrado pela Agapi Stassinopoulos.

Mais alguns livros que entraram para minha antibiblioteca:

Garra. O Poder da Paixão e da Perseverança, de Angela Duckworth

The Seventh Sense: Power, Fortune, and Survival in the Age of Networks, de Joshua Cooper Ramo

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Introvertidos, apareçam!

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Vivemos em um mundo falador e barulhento. Os que tem mais destaque e sucesso são aqueles que falam mais, lideram seus grupos, expõem mais rápido e mais alto os seus pensamentos. São aquelas pessoas que fazem mais sucesso nas festas em reuniões por terem ideias interessantes, por atraírem as pessoas ao seu redor por seu modo eloquente de se posicionar. Damos muito valor a isso. Talvez mais valor do que deveríamos.

Apesar de toda essa valorização, temos que lembrar que entre metade a um terço da população mundial é composta por introvertidos. UAU! É isso mesmo. Apesar de não parecer em nossos círculos de convivência, muito provavelmente 50% dos seus amigos, ou mesmo você, são introvertidos. E muitas vezes se forçam a ser extrovertidos, por que o mundo valoriza muito mais isso, o que é uma pena.

Ser introvertido ou extrovertido é uma característica profunda, uma das principais de nossa personalidade. As pessoas introvertidas são aquelas que tem preferencias por situações sociais mais calmas e particulares, por falar com poucas pessoas, gostam de estar consigo mesmas pensando e em silêncio, gostam de descansar lendo um livro ou algum passatempo, preferem pensar profundamente sobre um assunto e não fazer multi-tasking. Podem ou não ser tímidas ou envergonhadas, mas essas são características situacionais, que podem ser trabalhadas.

Feita essa introdução, podemos falar de O poder dos quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar, de Susan Cain. Um livro espetacular, do começo ao fim, que trás à luz essa discussão tão importante: como os introvertidos podem se destacar e ser valorizados em um mundo que super valoriza os extrovertidos.

Cain vai longe e profunda em sua análise. O livro deveria ser obrigatório para todo educador e todo pai e mãe. Apesar do foco inicial ser no ambiente de trabalho e social, os capítulos que falam de crianças são realmente muito bons. Ela da explicações sobre a pressão que as crianças sentem nas escolas e em seus círculos sociais, e também em como a escola é feita para socialização, porém muito pouco para trabalhos individuais.

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Introversion- along with its cousins sensitivity, seriousness, and shyness- is now a second-class personality trait, somewhere between a disappointment and a pathology. Introverts living in the Extrovert Ideal are like women in a man’s world, discounted because of a trait that goes to the core of who they are. Extroversion is an enormously appealing personality style, but we’ve turned it into an oppressive standard to which most of us feel we must conform.

Introvertidos, apareçam! Não, não tentando ser um extrovertido. Mas sem esconder a sua personalidade, usando as suas qualidades inerentes para dar ao mundo a contribuição profunda, diferente, ousada. Precisamos de grandes líderes, que falam em público e inspiram pela oratória, mas também aqueles que trazem seguidores pelo pensamento, pelo estudo e pelo silêncio. Para o equilíbrio, precisamos de introvertidos e extrovertidos. Portanto não deixemos o mundo nos calar em meio ao barulho.

Todos podem brilhar sobre a luz correta.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português e outras línguas, em meios digitais, físicos e em áudio. Eu ouvi esse livro, com uma narradora muito boa – Kathe Mazur – aproximadamente 10 horas de áudio.

Mais algumas opções para introvertidos que adoram ter livros na antibiblioteca de casa:

Fora de série – Outliers: Descubra por que algumas pessoas têm sucesso e outras não, de Malcom Gladwell

O andar do bêbado: Como o acaso determina nossas vidas, de Leonard Mlodinow

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12 Livros para 12 Meses de Estágio – Parte 3

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Nos últimos meses me dediquei a uma série de 12 posts sobre 12 livros que acredito serem de grande ajuda para o jovem que está iniciando a carreira. Nos últimos dois dias os meses 1 a 8 foram colocados em dois posts, e aqui vai o terceiro e último post!

Mês 9 – O Segredo das Pessoas de Sucesso

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Sabem o que Oprah, Schwarzenegger, Mark Cuban, Obama, Joao Paulo Lemann e eu temos em comum? Somos pessoas de sucesso, e que acordam cedo!!

Eu sempre me debati com esse tema. Desde pequeno sou uma pessoa noturna, que acorda tarde e dorme tarde. Me lembro saindo correndo pra escola várias vezes, já atrasado e sem café da manhã.

Já viram onde foi parar isso né? Minha rotina até um tempo atrás: Acordar muito em cima da hora, tomar um banho voando, comer qualquer coisa dirigindo ao trabalho, chegar em casa à noite, janta pra um filho, brinca com o outro, da banho, põe pra dormir um, outro e pronto: Meia noite, cai desmaiado na cama. Repete…

Desenvolvimento pessoal? Zero.

Silêncio para pensar? Zero.

Exercício? Zero.

Sustentável? Nem um pouco.

Ai eu li The Miracle Morning: The Not-So-Obvious Secret Guaranteed to Transform Your Life (Before 8AM), de Hal Elrod. E minha vida mudou. Posso verdadeiramente dizer que um milagre aconteceu. Eu continuo fazendo toda aquela rotina de trabalho e filhos. Porém agora acordo muito mais cedo, e faço a minha rotina. Medito. Repasso e reflito sobre minha missão. Visualizo o meu dia. Escrevo, e faço exercícios. Além disso ainda toco esse blog. Tudo isso antes de ir para o trabalho. E sem sono, muito mais energizado.

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How you wake up each day and your morning routine (or lack thereof) dramatically affects your levels of success in every single area of your life. Focused, productive, successful mornings generate focused, productive, successful days—which inevitably create a successful life—in the same way that unfocused, unproductive, and mediocre mornings generate unfocused, unproductive, and mediocre days, and ultimately a mediocre quality of life. By simply changing the way you wake up in the morning, you can transform any area of your life, faster than you ever thought possible.

O livro é muito focado na mudança da rotina, e explica um método para organizar as manhãs de forma a facilitar essa mudança. Ele apresenta os “Life SAVERS”, que são as iniciais para os seis atos de rotina que deveríamos fazer todos os dias para crescermos: S para Silence, A para Affirmations, V para Visualizations, E para Exercise, R para Reading e S para Scribe. Ele sugere reservarmos uma hora todos os dias de manhã para praticar 10 minutos de cada ponto acima. Meditação, Afirmações, Visualizações, Exercício, Ler e Escrever.

É difícil montar uma nova rotina para acordar? Com certeza! É um hábito bastante arraigado, e precisamos muito dormir e estar descansados para darmos o melhor no dia-a-dia. Também tem muita relação com alimentação. Sugiro ler o post sobre Mudança de Hábitos para usar as técnicas e facilitar.

Love the life you have while you create the life of your dreams. Don’t think you have to choose one over the other.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em inglês, em meios digitais, físicos e em áudio. E também tem variantes, como o The Miracle Morning for Sales People, entre outros.

Outros livros que estão na minha lista de espera, e que tem tudo haver com as manhãs:
Two Awesome Hours: Science-Based Strategies to Harness Your Best Time and Get Your Most Important Work Done, de Josh Davis

4 Segundos, de Peter Bregman

 

Mês 10 – Quero ser Vendedor!

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Chegou a hora de puxar a sardinha pra minha profissão atual, rs. Muitos aqui vão chegar no final do ano de estágio e dizer: Quero ser vendedor! Mas vejam bem: Todos somos vendedores. O tempo todo. Estamos vendendo um projeto, uma promoção, nossa solução, nosso “mojo”, tudo.

Vender é uma arte diária.

Existem diversas metodologias de vendas, cada empresa adapta uma delas a suas particularidades. Funil de vendas, venda consultiva, perguntas, venda de solução. Mas existe uma que que acredito ser a mais concisa e direta metodologia de vendas hoje: Desafiar. Ser um vendedor que ensina algo, sempre. Que desafia o comprador a pensar, sair da zona de conforto, e acreditar que tem um problema a ser resolvido que vai trazer benefícios.

A Venda Desafiadora, de Matthew Dixon é um livro de processo, com esse conceito bem definido e claro. Ele trás o passo a passo de uma venda desafiadora, ferramentas para se preparar e exemplos de grandes empresas que implementaram o método.

O segredo está em desafiar o cliente trazendo à mesa algo novo, que ele não saiba, sobre o seu negócio e, então, criar uma tensão positiva. E muito importante, não trazer a tona logo de cara a sua solução.

bestsell-bookPesquisas de clientes mostram consistentemente que eles dão maior valor para os vendedores que os fazem pensar, que trazem novas idéias, que encontram formas criativas e inovadoras de ajudar o negócio dos clientes.

Além do destaque para o lado do vendedor, Dixon também apresenta soluções para as empresas e os diretores de vendas. Como contratar um bom vendedor? O que a empresa precisa fazer e disponibilizar para que o processo da venda desafiadora se concretize? São questões analisadas no livro, pois deixar o “problema” da venda apenas na mão da linha de frente não é a melhor solução.

A fidelidade de um cliente (…) não está no produto que você vende, mas sim em como você vende.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Médio

Está disponível em português (bem como em outras línguas), inclusive o livro físico que é bem fácil de achar nas principais livrarias, além claro do digital.

Minha antibiblioteca continua crescendo:
Consumption Economics: The New Rules of Tech, de J.B. Wood

Nonviolent Communication: A Language of Life, de Marshall B. Rosenberg

 

Mês 11 – Chegou a hora de negociar sua vaga

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Estamos chegando ao final da nossa série, e provavelmente também ao final de seu período de estágio. a fluência no trabalho deve estar ótima, projetos em andamento, você como parte do time, funcionando super bem! E aí começa o nervosismo da efetivação. Será que vai ter uma vaga pra mim?

Não só na empresa em que está estagiando, mas no mercado como um todo. É a hora de testar o que aprendeu para concorrer a um belo lugar ao sol. E nessa hora, uma habilidade muito importante é saber negociar. E o que não negociamos nessa vida? Passamos o tempo todo fazendo isso. E ai minha recomendação vai para o melhor. E o melhor negociador do mundo é William Ury.

Estou colocando aqui o ultimo livro dele, mas pode ser qualquer um. Como chegar ao sim com você mesmo, de William Ury. O moço conhece viu? Só fez coisa pequena: Negociou com as FARC colombianas, na faixa de gaza, separação pão de açúcar x cassino, entre muitas outras.

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O sim interior é uma atitude totalmente construtiva de aceitação e respeito – primeiro com você mesmo, e finalmente sobre os outros. (…) Se existe uma única lição que eu aprendi, é essa: na vida, nós somos destinados a perder muitas coisas, essa é a natureza da vida. Não se preocupe. Apenas não perca o presente, a vida agora. Nada vale mais do que isso.

 

Nesse grande livro, Ury tenta nos mostrar todos os desafios interpessoais que temos quando estamos negociando. O nosso ponto de vista e como estamos envolvidos na negociação – e como “sair” da negociação para ter um ponto de vista mais global, como definir antecipadamente nossas metas de negociação pessoais – não os números que queremos, mas sim aquilo que realmente nos motiva para estar ali – até o grande mantra dele que é o WIN-WIN (nesse livro, o WIN-WIN-WIN), que é sempre pensar no todo, ser empático com quem estamos negociando, e tentar realizar uma negociação onde todos saiam ganhando, inclusive a sociedade.

Ele usa diversos exemplos e casos práticos, e o que mais se baseia é na negociação de Abílio Diniz com o Grupo Cassino, para a venda do Pão de Açúcar, onde ele foi o negociador principal e conseguiu destravar os nós.

Eu cheguei à conclusão que o maior obstáculo para conseguir o que realmente queremos na vida não está na outra parte, por mais difícil que ela possa ser. O maior obstáculo está em nós mesmos.

Aproveitem as oportunidades, saibam o que querer para a vida, mostrem o seu valor e, acima de tudo, não esqueçam de negociar com vocês mesmos e ter claro o que, para cada um, é o mais importante. Assim vocês vão realizar um trabalho que pode mudar o mundo!

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Esse você acha fácil nas melhores livrarias do Brasil, bem como em formatos digitais e em áudio.

E para complementar esse momento de negociação, mais dois livros sensacionais para sua antibiblioteca:

Show Your Work!, de Austin Kleon

People Buy You, de Jeb Blount

 

Mês 12 – Qual o seu Propósito?

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E para encerrar, depois da longa jornada que fizemos durante o período de estágio, com aprendizados, erros, lições, apresentações, negociações, mudanças, amizades e, quem sabe, uma efetivação, eu deixo uma pergunta a todos vocês: Qual o seu propósito?

Não apenas no trabalho. O todo. Existe uma linha de psicologia chamada logoterapia, que é a busca pelo sentido da vida. Ser feliz é uma parte, ter sucesso outra, mas o sentido maior, o proposito real, esse sim direciona o nosso caminho, nossas atitudes.

Minha ultima indicação é Seth Godin, um dos meus autores favoritos, e o grande Linchpin: Are You Indispensable? Como não ser apenas uma peça da engrenagem? Como realmente fazer a diferença?

Todos temos potencial, todos podemos chegar nos nossos sonhos. Vamos usar nosso potencial na plenitude, em todos os momentos, e aproveitar muito essa nossa viagem terrena. Vamos acordar todo dia e vivê-lo como se fosse o último. Literalmente nos perguntarmos “e se esse fosse o último dia da minha vida, o que eu gostaria de estar fazendo? O que eu gostaria de realizar?”

Godin vai fundo nessa questão. Ele nos questiona a todo momento, pedindo para que sejamos mais do que apenas um funcionário. Que façamos algo especial, que nos destaquemos pelas nossas qualidades. Urge para que não paremos de estudar, nos desenvolver, e sermos plenos no que fazemos. O grande paralelo é entre o trabalho e a arte. Não apenas trabalhos artísticos, mas sim qualquer coisa criativa, diferente, única, que possamos fazer.

linchpin

…treasure what it means to do a day’s work. It’s our one and only chance to do something productive today, and it’s certainly not available to someone merely because he is the high bidder. A day’s work is your chance to do art, to create a gift, to do something that matters. As your work gets better and your art becomes more important, competition for your gifts will increase and you’ll discover that you can be choosier about whom you give them to.

Nesse período de estágio, pensem nisso. Achem um proposito. Mudem esse propósito, evoluam, aprendam. E sejam felizes.

An artist is someone who uses bravery, insight, creativity, and boldness to challenge the status quo. And an artist takes it personally.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Com certeza minha antibiblioteca cresceu muito depois de Linchpin. Aqui dois exemplares que vieram parar na estante:
Drive, de Daniel H. Pink

Man’s Search for Meaning, de Viktor E. Frankl

Gostou da série? Deixe um comentário no blog, ou nas redes sociais! Espero por você!

12 Livros para 12 Meses de Estágio – Parte 2

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Nos últimos meses escrevi aqui no blog 12 posts sobre 12 livros que acredito serem fundamentais para quem está começando a carreira em um estágio. Na parte 1 foram os meses de 1 a 4, e aqui vai a segunda parte! Espero que goste!

Mês 5 – NetWORKING

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E chegou a hora de falar das outras pessoas, aqueles que estão à nossa volta, que precisamos nos relacionar. Da arte do Networking! Criar boa conexões, duradouras, com as pessoas certas, é a chave para nos desenvolvermos dentro da empresa. Aprenderemos mais, teremos visibilidade de outras áreas, mais pessoas conhecerão o nosso trabalho.

E vejam só que interessante essa palavra: Networking. Net-WORKING. Não net-waiting, não net-sit. É trabalhar na sua rede. Talvez seja uma das habilidades mais menosprezadas. As pessoas deixam acontecer, apenas agem naturalmente. Não se planejam, nem tem objetivos e metas de networking. E aí esta a chave da questão. Trabalhar duro e constantemente em networking, em conexões verdadeiras, relacionamentos que duram, planejamento e metas.

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E aqui esta o livro mais “manual” da nossa lista. The 29% Solution, de Ivan Misner é baseado na teoria dos seis graus de conexão, mas se aprofunda um pouco: Nem todas as pessoas estão conectadas em 6 graus. Segundo o mesmo estudo que apresentou a teoria, apenas 29% das pessoas atingiram os 6 graus. E aí está o segredo: Estar no grupo dos 29%.

Effective networking is not just socializing, nor is it simply attending meetings. It’s about building connections and relationships.

When it comes to business networking, you never know who people know.

Ele trás um manual de 54 semanas de como melhorar nosso networking, com um exercício prático por semana. É bem direto ao ponto, rápido de ler e nem preciso dizer muito aplicável. Vai de como montar um plano de networking, com metas, passando pelos jogos de golfe e eventos. Tem várias abordagens bem óbvias, mas outras um tanto esclarecedoras.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Só achei o livro em inglês, apesar de encontrar outros títulos do mesmo autor com edições brasileiras em português. Está disponível em formatos físico, digital e áudio.

Para aumentar sua estante, mais dois livros do tema, um também com uma teoria de rede muito bacana, e outro sobre oportunidades de relacionamento que temos o tempo todo.

How to Be a Power Connector: The 5+50+100 Rule for Turning Your Business Network into Profits de Judy Robinett
Never Eat Alone, Expanded and Updated: And Other Secrets to Success, One Relationship at a Time de Keith Ferrazzi

 

Mês 6 – Tá com dúvida? Pergunta!

 

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Uma das habilidades mais poderosas e bem vistas é perguntar. No entanto, vivemos em uma sociedade onde aprendemos o tempo todo a responder, somos avaliados pelas repostas que damos desde pequenos, e praticamente condicionados a não fazer perguntas.
Porém em uma carreira, em uma negociação, em um relacionamento, saber fazer as perguntas corretas, chegar ao cerne das questões, é fundamental.

Nem sempre conseguimos formular boas perguntas. Em muitas situações, nos contentamos com a primeira resposta, ou até vamos direto ao nosso discurso, sem antes explorar o lado do outro. Quantas vezes não conhecemos e começamos a falar de nós mesmos ou do nosso negócio? Nos esquecemos que a primeira coisa a fazer deve ser conhecer o outro melhor, o que faz, seus problemas e dificuldades, seus desejos e anseios.

Andrew Sobel é um especialista no assunto, e em seu livro Power Questions: Build Relationships, Win New Business, and Influence Others ele explora a fundo diversas situações e como podemos fazer grandes perguntas, abertas (aquelas que a resposta é uma descrição, e não apenas sim ou não), exploratórias, perguntas subsequentes, verdadeiras e poderosas. Todas com o objetivo de descobrir mais a fundo o problema em questão. E o mais importante: Que as perguntas sejam honestas. Que estejamos realmente interessados em descobrir mais sobre o outro, a fazê-los pensar e refletir.

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When someone says ‘Tell me about your company’, get them to be more specific. Ask ‘What would you like to know about us?’

When you’re trying to define an organizational role, to restore a sense of purpose and pride, or just understand what makes people tick, ask: ‘Why do you do what you do?’

When someone says, ‘I want this’, you have to find out what they really need. You do this by asking ‘Why?’. You can ask this question as many as five times, starting with ‘Why do you want to do that?’ or ‘Why is this happening?’

São 337 perguntas que abordam as relações humanas e nos ajudam a construir e aprofundar estas. Cada pergunta foi testada em situações reais, e cada exemplo vem da vivência dos autores. Eles entrevistam CEOs, pais de família, empreendedores e jovens. E em vez de respostas aos problemas, nos trazem perguntas.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português (físico), e em inglês com versões físicas, digitais e em áudio, tranquilo de encontrar.

Está se perguntando se minha antibiblioteca cresceu? Claro!!!
Just Listen: Discover the Secret to Getting Through to Absolutely Anyone de Mark Goulston
A More Beautiful Question: The Power of Inquiry to Spark Breakthrough Ideas de Warren Berger

 

Mês 7 – Aprender Sempre

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Momentos decisivos, aqueles raros onde tudo está em jogo, uma carreira, um campeonato, um amor verdadeiro. As finais da nossa vida estão por aí, e muitas vezes ocorrem sem nem mesmo percebermos.

Existem aqueles que se preparam. Moldam seus dias esperando a hora perfeita, onde irão encarar seu destino. Estes não são vacilantes, agem e trabalham, praticam e aprendem.

Outros apenas vivem, sem nem se dar conta desses lampejos. Dia após dia, encaram a rotina como algo natural, passam de decisão a decisão, sim e não, como escrevem em um caderno ou tomam o café da manhã.

E terceiros são aqueles que as evitam, sabem que estão à mercê da batalha, mas não se sentem preparados, não tem coragem de enfrenta-la e falhar, de tomar um partido e o defender frente a outros.

Em qual perfil nos encaixamos?

A verdade é que os momentos decisivos vão continuar a ocorrer, independente da nossa vontade. Vamos vivenciá-los. E, quando ocorrerem, devemos estar preparados, não apenas para a vitória, ou para a confirmação do nosso ponto de vista; mas sim para o aprendizado. Crescemos quando aprendemos algo novo, ganhamos quando damos um passo à frente, com esforço; vivemos se decidirmos estar nesses momentos.

Este meu pequeno texto foi inspirado pelo livro da Dra. Carol S. Dweck, Mindset: How You Can Fulfil Your Potential . Um dos livros mais inspiradores que li. Não à toa, está sendo indicado pelo presidente de onde trabalho para que todos leiam e reflitam. E por que? Mudança de forma de pensar. De mindset. Passar de uma mentalidade fixa, onde achamos que somos inteligentes ou burros, atléticos ou nerds, lindas ou espertas, um mundo onde nascemos de uma forma e não mudamos. Onde tiramos notas boas e precisamos de aprovação, ou fazemos o que o chefe determina e ganhamos um aumento.

E qual a mudança? Mentalidade de Crescimento!

MindsethardMindset change is not about picking up a few pointers here and there. It’s about seeing things in a new way. When people…change to a growth mindset, they change from a judge-and-be-judged framework to a learn-and-help-learn framework. Their commitment is to growth, and growth take plenty of time, effort, and mutual support.

What on earth would make someone a nonlearner? Everyone is born with an intense drive to learn. Infants stretch their skills daily. Not just ordinary skills, but the most difficult tasks of a lifetime, like learning to walk and talk. They never decide it’s too hard or not worth the effort. Babies don’t worry about making mistakes or humiliating themselves. They walk, they fall, they get.

O poder da Mentalidade de Crescimento é infinito. É ele que nos direciona, através do esforço, do aprendizado, da perseverança, para um novo patamar dentro de nossas vidas. Crescer e atingir nosso potencial deve ser nossa meta constante, não agradar e buscar reconhecimento, nem evitar conflitos que nos façam cair.

O livro é cheio de exemplos em diversos campos, do esporte ao corporativo, da família, filhos, relacionamentos. Os ensinamentos aos pais são cativantes, e mostram o quanto estamos mimando e empobrecendo o crescimento dos nossos filhos com elogios e dando tudo a eles, ao invés de desafia-los constantemente, buscar que aprendam com erros, que exercitem seus cérebros e busquem satisfação no processo de solucionar no problema, e não no resultado positivo.

So what should we say when children complete a task—say, math problems—quickly and perfectly? Should we deny them the praise they have earned? Yes. When this happens, I say, “Whoops. I guess that was too easy. I apologize for wasting your time. Let’s do something you can really learn from!

E, finalmente, a frase que mais me marcou no livro, e que espero também tenha um impacto enorme na sua vida:

Don’t judge. Teach. It’s a learning process.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Grande
Aplicabilidade: Alto

O livro está disponível em diversas línguas, inclusive português, em meios digitais e físicos e em áudio.

Eu continuo crescendo, e espero aprender ainda mais com esses livros:
Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking, de Susan Cain
To Sell is Human: The Surprising Truth About Persuading, Convincing, and Influencing Others, de Daniel Pink

 

Mês 8 – Mudança de Hábito, já!

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Vocês sabiam que 98% das pessoas fazem resoluções de início de ano? As mais típicas são perder peso, trocar de emprego e economizar dinheiro. Porém, apenas 4% cumprem as metas estabelecidas. Algo errado aqui? Com certeza!

E será que o problema está na meta? Muito difícil de ser atingida? Não… o problema está no método. Toda mudança é difícil, especialmente aquelas que mexem com aspectos fundamentais do nosso dia-a-dia, como alimentar-se, horários, exercícios. Aquelas mudanças que mexem com nossos hábitos.

E é por isso que Charles Duhigg se tornou um bestseller. Ele escreveu O Poder do Hábito, aonde nos ensina um método de como executar uma mudança sobre algo fundamental em nossa vida. Ele inicia explicando de onde vem os hábitos e por que é tão difícil muda-los. Nos presenteia com o método. E nos conta histórias reais de mudanças – e de não mudanças – e por que elas aconteceram ou não.

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Once you know a habit exists, you have the responsibility to change it . . . others have done so . . . That, in some ways, is the point of this book. Perhaps a sleep-walking murderer can plausibly argue that he wasn’t aware of his habit, and so he doesn’t bear responsibility for his crime, but almost all of the other patterns that exist in most people’s lives — how we eat and sleep and talk to our kids, how we unthinkingly spend our time, attention and money — those are habits that we know exist. And once you understand that habits can change, you have the freedom and the responsibility to remake them. Once you understand that habits can be rebuilt, the power of habit becomes easier to grasp and the only option left is to get to work.

Duhigg faz um brilhante trabalho nos explicando que hábitos são criados desde que nascemos, e que é de nossa natureza – parte de como nosso cérebro funciona e evoluiu – formar processos repetitivos que não demandam nossa atenção plena. Dessa forma, conseguimos executar diversas tarefas e rotinas de forma automatizada e praticamente sem pensar. Quantas vezes nos percebemos escovando os dentes, ou mesmo dirigindo para o trabalho?

E é por esta automatização que os hábitos são tão difíceis de serem mudados. E é aí que o método se encaixa. Ele defende que temos que reconhecer nossos hábitos, entender o que precisamos mudar, e então executar os passos “deixa” – “rotina” – “recompensa”. A “deixa” é aquilo que vai nos lembrar da mudança da rotina. Se temos que correr, deixar o tênis na porta. A rotina é executar aquilo que queremos mudar, no caso correr. E a recompensa é a conclusão, para que o corpo e o cérebro entendam que a mudança é positiva. Após a corrida tomar um suco, ou algo que dê esse prazer final.

Dessa forma, e com a repetição seguida, o novo hábito se estabiliza.

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The Golden Rule of Habit Change: You can’t extinguish a bad habit, you can only change it.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português e em outras línguas, em meios digitais, físicos e em áudio. Também existem diversos sites com dicas de como implementar a metodologia, vai no BING e procura 😉

Já mudei alguns dos meus hábitos, e no próximo post vou contar uma experiência pessoal. Enquanto isso, minha antibiblioteca continua crescendo:

Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity, de David Allen
Essencialismo, de Greg McKown

Gostou do post? Não esquece de ver a Parte 1!

Amanhã a Parte 3 aqui no blog! Não perca!

12 Livros para 12 Meses de Estágio – Parte 1

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Chegou a hora! Você foi escolhido pela empresa dos sonhos, depois de um processo super concorrido. Perdeu noites de sono, passou por várias entrevistas e dinâmicas de grupo, conheceu um monte de gente nova, passou no processo, esperou, esperou e o dia chegou! Primeiro dia de estágio! E agora?

O início de uma nova fase da vida é sempre muito difícil. E normalmente o estágio é nosso primeiro emprego, o início do contato com o mercado de trabalho, a passagem do mundo universitário para o mundo corporativo. E sim, muita coisa muda! Minha proposta aqui é ajudar esses jovens nessa ponte, e nada melhor do que buscarmos ajuda na nossa antiblioteca! Quais livros que não lemos ainda que podem nos ajudar?

Nos últimos meses fiz 12 posts em que comentei sobre 12 livros, análogos a 12 meses de estágio. Para facilitar a consulta, dividi a série em 3 partes. Aqui vai a primeira! Espero que gostem!

Mês 1 – Cheguei no escritório, e agora?

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A pergunta que mais ouço dos novos estagiários: por onde começo? Você chegou na empresa, teve uma recepção super legal do seu novo chefe, passou por uma imersão com os altos executivos das diferentes áreas, conheceu seus colegas, a missão e objetivos da empresa, e aí chega na sua mesa, sem a menor ideia de onde começar.

NÃO SE DESESPERE!

A mudança é sim radical. O mundo empresarial é totalmente diferente do mundo universitário. Intrigas, política, ética, puxa-saco, dinheiro, carreira. Situações que não lidamos comumente e que se apresentam diariamente no trabalho, as quais devemos aprender mas também, por que não, estar preparados. E todos passam por isso, sempre. Então, por que não aprender com os mais experientes?

Alexandra Levit viveu esse dilema. Se empolgou, quebrou a cara, ficou sem rumo, sem motivação, mas entendeu que existe um jogo corporativo, uma forma de criar relacionamentos, colocar nosso melhor na empresa, liderar, ser respeitado, ser feliz. E nos conta tudo isso em They Don’t Teach Corporate in College.

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Em seu livro, Alexandra monta um guia para o jovem que está entrando no mercado de trabalho. Da preparação para a procura da melhor vaga, ela navega pelas habilidades necessárias no escritório, comportamentos esperados, como lidar com o chefe, gestão de tempo, avaliação, perfil social, atitude e mudança. Tudo de uma forma simples e direta, com dicas práticas e exemplos, números e citações de outros jovens que também passaram por tudo isso.

Many young employees can’t wait to make a difference at work. Twentysomethings, in particular, expect to get meaningful assignments followed by quick promotions. Although some managers appreciate initiative and independence, others might find you “presumptuous.” You could even “incite jealousy among your new colleagues.” Start small and make incremental changes. If you can’t sell an idea, let it go. Don’t be afraid to make mistakes or fail. Companies care most about ideas that boost the bottom line.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Infelizmente não está disponível em português, porém tem versões físicas, digitais e em áudio, e é bem fácil de achar no Brasil.

E claro que com essa leitura minha antibiblioteca cresceu! Adicionados à pilha:
The Adventures of Johnny Bunko: The Last Career Guide You’ll Ever Need, de Daniel Pink

The Start-up of You: Adapt to the Future, Invest in Yourself, and Transform Your Career, de Reid Hoffman

 

Mês 2 – Meu Primeiro Salário

 

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Nesse segundo episódio, quero encarar rapidamente um tema que, a longo prazo, pode ser o diferencial para nossa vida: o que fazer com o dinheiro!

Normalmente o estágio é nossa primeira fonte de renda, e quando começamos a sentir a independência financeira chegando. Nada mais de pedir dinheiro emprestado, depender de uma contribuição “paitrocinada” (vulga mesada) ou de pequenas rendas com bicos. Agora temos um salário, algo que nos pagam pelo esforço que colocamos no dia-a-dia.

Mas antes de começarmos a gastar, temos que nos precaver e nos planejar. E o primeiro problema já está aí: o nosso sistema educacional, bem como nosso aprendizado de vida, não contempla educação financeira. Não temos uma aula sobre como criar um orçamento, como investir, as diferenças dos mercados, e tantos outros assuntos que serão fundamentais para nosso sucesso financeiro ao longo de nossa vida. E aqui eu desafio cada um de vocês: tornem a educação financeira prioridade número 1!

Estou falando de estudar, ler, entender e desenvolver a inteligência financeira. Segundo Robert Kyiosaki, precisamos ter as habilidades financeiras corretas, para tomar as decisões assertivas e fazer nosso patrimônio crescer.

Kyiosaki é bastante famoso pela série de livros Pai Rico, Pai Pobre, e hoje vou tratar de um deles, Pai Rico, Desenvolva Sua Inteligência Financeira
Pai Rico

Ele cria uma metodologia de 5 medições sobre nossa inteligência financeira, e nos mostra para que servem e como progredir em cada uma delas: Fazer mais dinheiro, Proteger seu dinheiro, Controlar o orçamento, Alavancar seu dinheiro e Melhorar suas informações financeiras. E inicia com uma lição básica: temos que aprender sobre finanças resolvendo nossos problemas financeiros!

Inteligência não é memorizar velhas respostas e evitar erros – um comportamento que nossas escolas definem como inteligente. A verdadeira inteligência envolve aprender a resolver problemas e qualificar-se para resolver problemas ainda maiores. A verdadeira inteligência é sobre a alegria de aprender, e não sobre o medo de fracassar.

Sobre proteção e orçamento, ele nos dá lições preciosas em termos de impostos, taxas e quem quer nosso dinheiro. Também nos lembra que um orçamento bem feito não foca necessariamente em gastar menos do que recebemos, ou reduzir custos, mas sim em criar novas fontes de rendas, e investir em nós mesmos, algo que geralmente fica relegado à ultima prioridade. A pergunta que ele faz: por que você deve pagar a todos os outros antes de a si mesmo?

Muitas pessoas não pagam a si mesmas primeiro porque ninguém grita com elas. Ninguém contrata um cobrador para bater à porta a fim de cobrar de si próprio. Em outras palavras, não colocamos pressão sobre nós mesmos se não pagarmos a nós mesmos.

Ele também trata sobre um tema necessário para a riqueza, a alavancagem: como fazer mais dinheiro contando com dinheiro dos outros. E nos trás a chave para a redução de riscos: controle sobre as variáveis. Ter o controle é saber com quem está se relacionando (parceiros, sócios), ter um bom financiamento e um bom gerenciamento.

Finalmente, ele trás a informação para a mesa. E nos tempos atuais, temos muita informação, mas pouca inteligência aplicada, gerando uma quantidade de ruído enorme! Para tomarmos as decisões financeiras corretas temos que nos basear em informações, dados e inteligência, e não em opiniões próprias ou de terceiros.

O livro é direto ao ponto, tem exemplos práticos e a linguagem é bem simples. Ele usa muitos exemplos pessoais, o que não me agrada tanto, porém vai do gosto de cada um 🙂

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Médio

Está disponível em português, versões físicas, digitais e em áudio, tranquilo de achar.

E falando em dinheiro, já investi na minha antibiblioteca:
Get Rich Carefully, de Jim Cramer

The Buy Side, de Turney Duff

 

Mês 3 – Meu chefe só pede pra ontem!

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Dois, três meses na empresa… ou apenas algumas semanas, e seu chefe já não pede mais nada para amanhã. Tarefas se acumulam, os e-mails já não param de chegar (afinal você pediu a todo mundo que conversou para te copiar em todos os assuntos!), convites para diversas reuniões onde parece que todos falam em outra língua – a de siglas – e seu tempo está indo embora.

Academia? Happy Hour? Faculdade? Futebol? Baladinha? Tudo pra depois. Preciso entregar essa proposta caso contrário não vamos fechar aquele contrato!

É nessa hora que aprendemos que existe um recurso muito precioso, que não se pode comprar, multiplicar nem recuperar: tempo! Você sabe o que significa o número 1.440? É a quantidade de minutos que temos em um dia! Pouco não?

É assim que Kevin Kruse abre o seu livro, e dá o primeiro de seus 15 segredos para o gerenciamento de tempo! Como fazer para utilizarmos esses 1.440 minutos da melhor forma possível dentro de um dia. E o desafio é gigante. Muitas vezes implica em dizer não, em ser organizado e comprometido.

15 Secrets Successful People Know About Time Management: The Productivity Habits of 7 Billionaires, 13 Olympic Athletes, 29 Straight-A Students, and 239 Entrepreneurs (English Edition) é quase um manual. O autor propõe 15 padrões, com práticas, entrevistas com pessoas altamente produtivas entre empreendedores, atletas, estudantes e bilionários, e ainda facilita nossa vida com um “atalho” que compreende apenas parte dos 15 padrões, para os iniciantes.

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Esta é uma lição que eu sempre tento ensinar aos meu filhos: todo sim é um não a alguma outra coisa. Não é que eles devem dizer não a tudo; mas que devem pensar sobre o assunto. (this is a lesson I even try to teach my kids: every yes is a no to something else. It’s not that they should say no to everything; it’s that they should think it through)

 

 

Um dos pontos que achei mais interessante foi a dos dias temáticos. Bloquear sua agenda para atividades específicas, por exemplo às segundas reuniões de time e revisão, às terças trabalhar com produtos, quartas marketing, etc.

E o autor navega em diversos níveis de dicas. De acordar cedo (tema de um post dessa série em futuro próximo!) a dizer não, colocar tudo no calendário, tocar as coisas e fazer apenas uma vez, ter energia se alimentando bem, bebendo bastante água e fazendo pausas. Tudo com grandes exemplos, comentários de entrevistados e testes realizados na vida real.

Pessoas super bem sucedidas não torram horas tentando fechar tarefas na sua lista. Ao invés disso, eles pensam sobre as prioridades, agendam tempo para cada uma, e então param quando é o bastante. (Super successful people don’t just burn hour after hour trying to cross more items off their task list. Instead, they think through their priorities, schedule time for each, and then enough is enough.

No final ainda ganhamos um apêndice com o testemunho de diversas pessoas nas áreas de empreendedorismo, grandes alunos, bilionários e atletas olímpicos. Tudo em um tom casual e bem direto. Esse livro se tornou uma das minhas consultas periódicas, está sempre à mão para me relembrar dos pontos e me disciplinar. E vem me ajudando muito!

A coisa mais importante sobre tempo e produtividade não é uma tática ou um truque – é uma mudança de comportamento. (the single most important thing when it comes to time and productivity isn’t a tactic or a trick – it’s a shift in mindset)

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

É um livro bem novo, e está disponível apenas em inglês, versões físicas e digitais.

Quer salvar mais tempo? Olha o que coloquei na minha antibiblioteca:
Hackeando Tudo: 90 Hábitos Para Mudar o Rumo de Uma Geração [Ebook] de Raiam Santos.
O princípio 80/20: Os segredos para conseguir mais com menos nos negócios e na vida de Richard Koch

 

Mês 4 – Minha primeira apresentação!

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Apresentação. Falar em público. Discursar. Quem já não suou frio nessa hora? Ou não se emocionou assistindo alguém no TED, ou o saudoso Steve Jobs?

Geralmente as empresas preservam seus estagiários das apresentações, deixam ficar mais maduros, mas nem sempre é assim. Eu mesmo gosto de já colocar no fogo logo de cara, pois não é a qualidade que avalio no início, mas sim a persistência de fazer algo novo e fora da zona conforto 🙂

Nesse post vou falar sobre um belíssimo livro sobre Pitch de negócios, talvez um pouco avançado, mas o livro é simplesmente maravilhoso. Mas antes disso, eu vou quebrar um pouco o protocolo e passar algumas dicas de como eu faço apresentações, e também das melhores práticas que vejo em grandes apresentadores.

Tenha tudo sob controle!

O mais importante para fazer uma boa apresentação é ter tudo sob controle. Nada de chegar com um PPT sem saber o conteúdo. Sem saber o público então, nem se fala.

Saiba exatamente do que vai falar. Todos os pontos, qual a mensagem principal e as secundárias, o que você quer que as pessoas saiam da sala sabendo. Imagina se você baseia todo o seu conteúdo em um PPT, e chega na hora da apresentação e acaba a energia? Vai ficar mudo? Vai adiar?

Treine com antecedência, use alguém de confiança para fazer ensaios e correções. Se possível até grave a apresentação e assista para ver os erros, aonde você pode melhorar, detalhes de postura, etc.

Entenda para quem você está entregando a mensagem. O que as pessoas querem ouvir? Quais são os motivadores para estar na sua apresentação? Quem são os principais recebedores e os principais influenciadores? Quais as características deles?

Visite o local da apresentação antes: vai precisar de material de apoio (flipcharts, Datashow, internet)? É uma sala ou um auditório? Como é a iluminação e a acústica?

Use truques!

Organize a sua apresentação no esquema “Hook – Body – Wrap”, ou seja, tenha um bom gancho pra começar, que traga a audiência para você. Só então mova com o conteúdo e, no final, finalize sintetizando e remetendo àquele gancho do início. Não tem erro.

Não use siglas, palavras em outra língua, jargões da sua empresa, termos técnicos. Você sabe de tudo isso, mas seu público não. Simplifique seu linguajar.

Tire as muletas da frente. Não segure nada nas mãos, nem as coloque no bolso. Saia da “posição de cavalo” onde você se apoia em uma perna ou em outra. Finque os dois pés no chão, joelhos relaxados, costas eretas.

Respire fundo!

Respire fundo antes de entrar na apresentação, para te colocar em um estudo mais tranquilo e mais conectado consigo mesmo. Se seguiu todos os passos acima, a probabilidade de “dar branco” é bem baixa. Fale do que você sabe, de coração, e todos vão te ouvir!

E o livro?

Ah sim, já ia falar do livro! Oren Klaff é um negociador profissional, trabalha para levantar fundos para clientes. Ele tem vasta experiência em apresentações, e resolveu juntar em seu livro uma metodologia criada por ele mesmo durante anos. Ele basicamente trabalha com frames entre as pessoas, e a cada interação que você tiver existe a necessidade de entender em qual frame o público está, em qual você quer se colocar, entender este conflito e resolvê-lo, a seu favor.

A Frame is the instrument you use to package your power, authority, strength, information and status.

PitchAnything

Mas não é só no Frame que fica Pitch Anything: An Innovative Method for Presenting, Persuading, and Winning the Deal. Ele constrói um método, mas também dá diversos exemplos de colisões de frames, dá dicas preciosas para a hora da apresentação e de como trabalhar com tensão e emoções, como colocar uma proposta à mesa e como negociar.

As businesspeople, we come together to find solutions to problems – not to admire problems that have already been solved for us. If you don’t have a series of challenges for the target to over-come – with pushes and pulls and tension loops – then you don’t have a pitch narrative.

O livro é definitivamente um bem para qualquer pessoal que trabalha com apresentações e negociações. Vale ser lido e revisto ao longo do tempo, e praticar cada dica.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Infelizmente não está disponível em português, porém tem versões físicas, digitais e em áudio, sendo fácil de achar.

O tema é maravilhoso e eu adoro dicas sobre apresentação e storytelling. Já estão na pilha da antibiblioteca:
What Great Salespeople Do: The Science of Selling Through Emotional Connection and the Power of Story de Michael Bosworth
Storytelling at Work: How Moments of Truth on the Job Reveal the Real Business of Life (English Edition) de Mitch Ditkoff

Amanhã tem a parte 2 do post! Até lá!

12 Livros para 12 Meses de Estágio – Mês 12 – Qual o seu Propósito?

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Olá leitores! Chegamos ao post final da nossa série de 12 livros para 12 meses de estágio, que começou a alguns meses. Espero que tenham acompanhado e gostado, mas principalmente lido alguns desses livros. Afinal, o objetivo do blog é fazer com que cada pessoa leia pelo menos mais um livro 🙂

E para encerrar, depois da longa jornada que fizemos durante o período de estágio, com aprendizados, erros, lições, apresentações, negociações, mudanças, amizades e, quem sabe, uma efetivação, eu deixo uma pergunta a todos vocês: Qual o seu propósito?

Não apenas no trabalho. O todo. Existe uma linha de psicologia chamada logoterapia, que é a busca pelo sentido da vida. Ser feliz é uma parte, ter sucesso outra, mas o sentido maior, o proposito real, esse sim direciona o nosso caminho, nossas atitudes.

 Minha ultima indicação é Seth Godin, um dos meus autores favoritos, e o grande Linchpin: Are You Indispensable? Como não ser apenas uma peça da engrenagem? Como realmente fazer a diferença?

Todos temos potencial, todos podemos chegar nos nossos sonhos. Vamos usar nosso potencial na plenitude, em todos os momentos, e aproveitar muito essa nossa viagem terrena. Vamos acordar todo dia e vivê-lo como se fosse o último. Literalmente nos perguntarmos “e se esse fosse o último dia da minha vida, o que eu gostaria de estar fazendo? O que eu gostaria de realizar?”

Godin vai fundo nessa questão. Ele nos questiona a todo momento, pedindo para que sejamos mais do que apenas um funcionário. Que façamos algo especial, que nos destaquemos pelas nossas qualidades. Urge para que não paremos de estudar, nos desenvolver, e sermos plenos no que fazemos. O grande paralelo é entre o trabalho e a arte. Não apenas trabalhos artísticos, mas sim qualquer coisa criativa, diferente, única, que possamos fazer.

linchpin

…treasure what it means to do a day’s work. It’s our one and only chance to do something productive today, and it’s certainly not available to someone merely because he is the high bidder. A day’s work is your chance to do art, to create a gift, to do something that matters. As your work gets better and your art becomes more important, competition for your gifts will increase and you’ll discover that you can be choosier about whom you give them to.

Nesse período de estágio, pensem nisso. Achem um proposito. Mudem esse propósito, evoluam, aprendam. E sejam felizes.

An artist is someone who uses bravery, insight, creativity, and boldness to challenge the status quo. And an artist takes it personally.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Com certeza minha antibiblioteca cresceu muito depois de Linchpin. Aqui dois exemplares que vieram parar na estante:
Drive, de Daniel H. Pink

Man’s Search for Meaning, de Viktor E. Frankl

Gostou da série? Deixe um comentário no blog, ou nas redes sociais! Espero por você!

12 livros para 12 meses de estágio – Mês 11 – Chegou a hora de negociar sua vaga

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Estamos chegando ao final da nossa série, e provavelmente também ao final de seu período de estágio. a fluência no trabalho deve estar ótima, projetos em andamento, você como parte do time, funcionando super bem! E aí começa o nervosismo da efetivação. Será que vai ter uma vaga pra mim?

Não só na empresa em que está estagiando, mas no mercado como um todo. É a hora de testar o que aprendeu para concorrer a um belo lugar ao sol. E nessa hora, uma habilidade muito importante é saber negociar. E o que não negociamos nessa vida? Passamos o tempo todo fazendo isso. E ai minha recomendação vai para o melhor. E o melhor negociador do mundo é William Ury.

Estou colocando aqui o ultimo livro dele, mas pode ser qualquer um. Como chegar ao sim com você mesmo, de William Ury. O moço conhece viu? Só fez coisa pequena: Negociou com as FARC colombianas, na faixa de gaza, separação pão de açúcar x cassino, entre muitas outras.

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O sim interior é uma atitude totalmente construtiva de aceitação e respeito – primeiro com você mesmo, e finalmente sobre os outros. (…) Se existe uma única lição que eu aprendi, é essa: na vida, nós somos destinados a perder muitas coisas, essa é a natureza da vida. Não se preocupe. Apenas não perca o presente, a vida agora. Nada vale mais do que isso.

 

Nesse grande livro, Ury tenta nos mostrar todos os desafios interpessoais que temos quando estamos negociando. O nosso ponto de vista e como estamos envolvidos na negociação – e como “sair” da negociação para ter um ponto de vista mais global, como definir antecipadamente nossas metas de negociação pessoais – não os números que queremos, mas sim aquilo que realmente nos motiva para estar ali – até o grande mantra dele que é o WIN-WIN (nesse livro, o WIN-WIN-WIN), que é sempre pensar no todo, ser empático com quem estamos negociando, e tentar realizar uma negociação onde todos saiam ganhando, inclusive a sociedade.

Ele usa diversos exemplos e casos práticos, e o que mais se baseia é na negociação de Abílio Diniz com o Grupo Cassino, para a venda do Pão de Açúcar, onde ele foi o negociador principal e conseguiu destravar os nós.

Eu cheguei à conclusão que o maior obstáculo para conseguir o que realmente queremos na vida não está na outra parte, por mais difícil que ela possa ser. O maior obstáculo está em nós mesmos.

Aproveitem as oportunidades, saibam o que querer para a vida, mostrem o seu valor e, acima de tudo, não esqueçam de negociar com vocês mesmos e ter claro o que, para cada um, é o mais importante. Assim vocês vão realizar um trabalho que pode mudar o mundo!

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Esse você acha fácil nas melhores livrarias do Brasil, bem como em formatos digitais e em áudio.

E para complementar esse momento de negociação, mais dois livros sensacionais para sua antibiblioteca:

Show Your Work!, de Austin Kleon

People Buy You, de Jeb Blount

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12 Livros para 12 Meses de Estágio – Mês 10 – Quero ser Vendedor!

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Queridos leitores, mais uma vez me perdoem pela ausência. Estamos de volta!

E retomando nosso ciclo de 12 livros para 12 meses de estágio. Faltam apenas 3 meses, e eu espero estar ajudando na sua carreira e na sua evolução profissional!

Chegou a hora de puxar a sardinha pra minha profissão atual, rs. Muitos aqui vão chegar no final do ano de estágio e dizer: Quero ser vendedor! Mas vejam bem: Todos somos vendedores. O tempo todo. Estamos vendendo um projeto, uma promoção, nossa solução, nosso “mojo”, tudo.

Vender é uma arte diária.

Existem diversas metodologias de vendas, cada empresa adapta uma delas a suas particularidades. Funil de vendas, venda consultiva, perguntas, venda de solução. Mas existe uma que que acredito ser a mais concisa e direta metodologia de vendas hoje: Desafiar. Ser um vendedor que ensina algo, sempre. Que desafia o comprador a pensar, sair da zona de conforto, e acreditar que tem um problema a ser resolvido que vai trazer benefícios.

A Venda Desafiadora, de Matthew Dixon é um livro de processo, com esse conceito bem definido e claro. Ele trás o passo a passo de uma venda desafiadora, ferramentas para se preparar e exemplos de grandes empresas que implementaram o método.

O segredo está em desafiar o cliente trazendo à mesa algo novo, que ele não saiba, sobre o seu negócio e, então, criar uma tensão positiva. E muito importante, não trazer a tona logo de cara a sua solução.

bestsell-bookPesquisas de clientes mostram consistentemente que eles dão maior valor para os vendedores que os fazem pensar, que trazem novas idéias, que encontram formas criativas e inovadoras de ajudar o negócio dos clientes.

Além do destaque para o lado do vendedor, Dixon também apresenta soluções para as empresas e os diretores de vendas. Como contratar um bom vendedor? O que a empresa precisa fazer e disponibilizar para que o processo da venda desafiadora se concretize? São questões analisadas no livro, pois deixar o “problema” da venda apenas na mão da linha de frente não é a melhor solução.

 A fidelidade de um cliente (…) não está no produto que você vende, mas sim em como você vende.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Médio

Está disponível em português (bem como em outras línguas), inclusive o livro físico que é bem fácil de achar nas principais livrarias, além claro do digital.

Minha antibiblioteca continua crescendo:
Consumption Economics: The New Rules of Tech, de J.B. Wood

Nonviolent Communication: A Language of Life, de Marshall B. Rosenberg

Comente, curta, retuíte. Quero saber sua opinião!