Nossos demônios e nossos anjos

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O meu gênero favorito é o terror. Seja na literatura ou no cinema, adoro o suspense, o susto, a sensação de que algo errado pode acontecer a qualquer momento.

Stephen King me deixou algumas noites sem dormir logo cedo, com O Iluminado. Medo de um hotel? Sim! E também medo de um carro, de um cachorro, de um palhaço, de uma televisão, de assassinos, crianças. Qualquer coisa pode ser horrível. E um dos recorrentes são os demônios, as dominações e exorcismos.

E aí surge um autor talentoso, que consegue nos dar sustos incríveis e fala sobre nossos demônios e medos mais profundos. Este é Andrew Pyper, e o seu O Demonologista.

O livro conta a história de um professor, David, ateu e especialista no livro “Paraíso Perdido” de Milton, e seus demônios. Ele é procurado por uma estranha pessoa, que contrata seus serviços por uma bela quantia, para analisar uma aparição demoníaca. No início ele não acredita na história, porém sua curiosidade o leva até onde foi contratado – apenas para encarar de frente uma possessão demoníaca e perder sua única filha – Tess.

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Entro no Mustang e vou para Wichita. A noite cai sobre a interestadual tão abruptamente como se puxassem o fio da tomada. Penso em ligar o rádio, mas todas as vezes em que faço isso ouço algo – uma canção, uma propaganda de automóvel, uma previsão do tempo – que me faz lembrar de Tess.

O verdadeiro inferno é dirigir à noite em busca de uma criança desaparecida.

A partir daí, David faz uma busca desesperada por Tess, navegando entre o que conhece como professor e sua negação à existência de demônios, e as aparições que enfrenta por todo o caminho. Ele conta com a ajuda de O’Brien, professora grande amiga e confidente, mas que está carregando uma grave doença terminal, e dois objetos preciosíssimos, o livro Paraíso Perdido, e o diário de sua filha, que revelam não só o seu próximo destino, mas também que os demônios sempre estiveram muito mais presentes em sua vida do que imaginava.

Câncer também é um tipo de possessão. E, como um demônio, antes de reclamar a pessoa, a devora aos poucos, apaga o rosto que ela sempre apresentou ao mundo, para mostrar a coisa indesejada que está por dentro.

Quer levar bons sustos e se preocupar em ter pesadelos? Conte com O Demonologista!

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Baixo

Livros que estão na minha antibiblioteca, mas me dão medo:
Caixa de Pássaros, de Josh Malerman
Escuridão Total Sem Estrelas, de Stephen King

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Elas no comando!

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Tenho lido nos últimos meses diversos livros com mulheres no comando. Elas como personagem principal, trazendo fortes temas. Sensíveis? Sim! Mas não do jeito que você está pensando.

Iniciei minha pesquisa nesse mundo com Garota Exemplar, de Gillian Flynn. Li este e outros dois livros dela, parti então para a série Millenium, de Stieg Larsson, encarei Tess Gerritsen e seu O Fio do Bisturi. Mas quero falar de um best-seller dos últimos meses, A Garota no Trem, de Paula Hawkins.

Livro fenômeno, de estreia da autora, é o estilo thriller que todos gostam. Fala sobre Rachel, uma londrina que perdeu seu marido, e praticamente tudo aquilo que tinha na vida, por um sério problema de alcoolismo.

A narrativa, muito bem contada, se passa em primeira pessoa. Não apenas Rachel a conduz, mas também outros personagens, como Anna e Megan, não necessariamente amigas da personagem principal, mas que suas vidas estão totalmente ligadas. Para o bem e para o mal.

Rachel pega todos os dias o trem de sua casa até Londres, todas as manhãs, e volta todas as tardes. Do trem ela narra os fatos do romance, observando a casa de “Jess e Jason” um casal que ela vê todos os dias e cria uma vida imaginária para eles. Mas então, algo terrível acontece, e ela se vê obrigada a procurar a polícia e relatar o que viu. Ou o que pensa que viu.

a-garota-no-tremÉ impossível resistir aos cuidados de um estranho. Alguém que olha para você, mas que não tem conhece, que diz que está tudo bem, independente do que você fez: você sofreu, você machucou, você merece perdão.

Paula nos joga em uma narrativa sobre o papel da mulher na vida, como esposa, mãe, trabalhadora, investigadora. As personagens trazem a todo momento seus conflitos, como os homens às veem, como se sentem quando traídas, quando abandonadas, atraídas ou curiosas. E sobre estes conflitos questionam por que a sociedade machista não consegue evoluir e equilibrar os papéis de homens e mulheres.

As mulheres continuam sendo valorizadas de verdade por duas coisas – sua aparência e seu papel como mãe.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Mais mulheres que estão na minha antibiblioteca:
Lugares Escuros, de Gillian Flynn

The Nest, de Cynthia D’Aprix Sweeney

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12 Livros para 12 Meses de Estágio – Mês 12 – Qual o seu Propósito?

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Olá leitores! Chegamos ao post final da nossa série de 12 livros para 12 meses de estágio, que começou a alguns meses. Espero que tenham acompanhado e gostado, mas principalmente lido alguns desses livros. Afinal, o objetivo do blog é fazer com que cada pessoa leia pelo menos mais um livro 🙂

E para encerrar, depois da longa jornada que fizemos durante o período de estágio, com aprendizados, erros, lições, apresentações, negociações, mudanças, amizades e, quem sabe, uma efetivação, eu deixo uma pergunta a todos vocês: Qual o seu propósito?

Não apenas no trabalho. O todo. Existe uma linha de psicologia chamada logoterapia, que é a busca pelo sentido da vida. Ser feliz é uma parte, ter sucesso outra, mas o sentido maior, o proposito real, esse sim direciona o nosso caminho, nossas atitudes.

 Minha ultima indicação é Seth Godin, um dos meus autores favoritos, e o grande Linchpin: Are You Indispensable? Como não ser apenas uma peça da engrenagem? Como realmente fazer a diferença?

Todos temos potencial, todos podemos chegar nos nossos sonhos. Vamos usar nosso potencial na plenitude, em todos os momentos, e aproveitar muito essa nossa viagem terrena. Vamos acordar todo dia e vivê-lo como se fosse o último. Literalmente nos perguntarmos “e se esse fosse o último dia da minha vida, o que eu gostaria de estar fazendo? O que eu gostaria de realizar?”

Godin vai fundo nessa questão. Ele nos questiona a todo momento, pedindo para que sejamos mais do que apenas um funcionário. Que façamos algo especial, que nos destaquemos pelas nossas qualidades. Urge para que não paremos de estudar, nos desenvolver, e sermos plenos no que fazemos. O grande paralelo é entre o trabalho e a arte. Não apenas trabalhos artísticos, mas sim qualquer coisa criativa, diferente, única, que possamos fazer.

linchpin

…treasure what it means to do a day’s work. It’s our one and only chance to do something productive today, and it’s certainly not available to someone merely because he is the high bidder. A day’s work is your chance to do art, to create a gift, to do something that matters. As your work gets better and your art becomes more important, competition for your gifts will increase and you’ll discover that you can be choosier about whom you give them to.

Nesse período de estágio, pensem nisso. Achem um proposito. Mudem esse propósito, evoluam, aprendam. E sejam felizes.

An artist is someone who uses bravery, insight, creativity, and boldness to challenge the status quo. And an artist takes it personally.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Com certeza minha antibiblioteca cresceu muito depois de Linchpin. Aqui dois exemplares que vieram parar na estante:
Drive, de Daniel H. Pink

Man’s Search for Meaning, de Viktor E. Frankl

Gostou da série? Deixe um comentário no blog, ou nas redes sociais! Espero por você!

12 livros para 12 meses de estágio – Mês 11 – Chegou a hora de negociar sua vaga

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Estamos chegando ao final da nossa série, e provavelmente também ao final de seu período de estágio. a fluência no trabalho deve estar ótima, projetos em andamento, você como parte do time, funcionando super bem! E aí começa o nervosismo da efetivação. Será que vai ter uma vaga pra mim?

Não só na empresa em que está estagiando, mas no mercado como um todo. É a hora de testar o que aprendeu para concorrer a um belo lugar ao sol. E nessa hora, uma habilidade muito importante é saber negociar. E o que não negociamos nessa vida? Passamos o tempo todo fazendo isso. E ai minha recomendação vai para o melhor. E o melhor negociador do mundo é William Ury.

Estou colocando aqui o ultimo livro dele, mas pode ser qualquer um. Como chegar ao sim com você mesmo, de William Ury. O moço conhece viu? Só fez coisa pequena: Negociou com as FARC colombianas, na faixa de gaza, separação pão de açúcar x cassino, entre muitas outras.

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O sim interior é uma atitude totalmente construtiva de aceitação e respeito – primeiro com você mesmo, e finalmente sobre os outros. (…) Se existe uma única lição que eu aprendi, é essa: na vida, nós somos destinados a perder muitas coisas, essa é a natureza da vida. Não se preocupe. Apenas não perca o presente, a vida agora. Nada vale mais do que isso.

 

Nesse grande livro, Ury tenta nos mostrar todos os desafios interpessoais que temos quando estamos negociando. O nosso ponto de vista e como estamos envolvidos na negociação – e como “sair” da negociação para ter um ponto de vista mais global, como definir antecipadamente nossas metas de negociação pessoais – não os números que queremos, mas sim aquilo que realmente nos motiva para estar ali – até o grande mantra dele que é o WIN-WIN (nesse livro, o WIN-WIN-WIN), que é sempre pensar no todo, ser empático com quem estamos negociando, e tentar realizar uma negociação onde todos saiam ganhando, inclusive a sociedade.

Ele usa diversos exemplos e casos práticos, e o que mais se baseia é na negociação de Abílio Diniz com o Grupo Cassino, para a venda do Pão de Açúcar, onde ele foi o negociador principal e conseguiu destravar os nós.

Eu cheguei à conclusão que o maior obstáculo para conseguir o que realmente queremos na vida não está na outra parte, por mais difícil que ela possa ser. O maior obstáculo está em nós mesmos.

Aproveitem as oportunidades, saibam o que querer para a vida, mostrem o seu valor e, acima de tudo, não esqueçam de negociar com vocês mesmos e ter claro o que, para cada um, é o mais importante. Assim vocês vão realizar um trabalho que pode mudar o mundo!

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

Esse você acha fácil nas melhores livrarias do Brasil, bem como em formatos digitais e em áudio.

E para complementar esse momento de negociação, mais dois livros sensacionais para sua antibiblioteca:

Show Your Work!, de Austin Kleon

People Buy You, de Jeb Blount

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12 Livros para 12 Meses de Estágio – Mês 10 – Quero ser Vendedor!

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Queridos leitores, mais uma vez me perdoem pela ausência. Estamos de volta!

E retomando nosso ciclo de 12 livros para 12 meses de estágio. Faltam apenas 3 meses, e eu espero estar ajudando na sua carreira e na sua evolução profissional!

Chegou a hora de puxar a sardinha pra minha profissão atual, rs. Muitos aqui vão chegar no final do ano de estágio e dizer: Quero ser vendedor! Mas vejam bem: Todos somos vendedores. O tempo todo. Estamos vendendo um projeto, uma promoção, nossa solução, nosso “mojo”, tudo.

Vender é uma arte diária.

Existem diversas metodologias de vendas, cada empresa adapta uma delas a suas particularidades. Funil de vendas, venda consultiva, perguntas, venda de solução. Mas existe uma que que acredito ser a mais concisa e direta metodologia de vendas hoje: Desafiar. Ser um vendedor que ensina algo, sempre. Que desafia o comprador a pensar, sair da zona de conforto, e acreditar que tem um problema a ser resolvido que vai trazer benefícios.

A Venda Desafiadora, de Matthew Dixon é um livro de processo, com esse conceito bem definido e claro. Ele trás o passo a passo de uma venda desafiadora, ferramentas para se preparar e exemplos de grandes empresas que implementaram o método.

O segredo está em desafiar o cliente trazendo à mesa algo novo, que ele não saiba, sobre o seu negócio e, então, criar uma tensão positiva. E muito importante, não trazer a tona logo de cara a sua solução.

bestsell-bookPesquisas de clientes mostram consistentemente que eles dão maior valor para os vendedores que os fazem pensar, que trazem novas idéias, que encontram formas criativas e inovadoras de ajudar o negócio dos clientes.

Além do destaque para o lado do vendedor, Dixon também apresenta soluções para as empresas e os diretores de vendas. Como contratar um bom vendedor? O que a empresa precisa fazer e disponibilizar para que o processo da venda desafiadora se concretize? São questões analisadas no livro, pois deixar o “problema” da venda apenas na mão da linha de frente não é a melhor solução.

 A fidelidade de um cliente (…) não está no produto que você vende, mas sim em como você vende.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Médio

Está disponível em português (bem como em outras línguas), inclusive o livro físico que é bem fácil de achar nas principais livrarias, além claro do digital.

Minha antibiblioteca continua crescendo:
Consumption Economics: The New Rules of Tech, de J.B. Wood

Nonviolent Communication: A Language of Life, de Marshall B. Rosenberg

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