12 Livros para 12 Meses de Estágio – Mês 8 – Mudança de Hábito, já!

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Olá queridos leitores, bem vindos de volta! Estou muito feliz pois fevereiro está sendo um mês fantástico aqui na Antibiblioteca. Além de realizarmos nossa primeira palestra, tivemos um enorme crescimento de visitantes! Muito obrigado!!

Vamos continuar com nossa série sobre estágio? Já estamos no mês 8, e é hora de falar de hábitos!

Vocês sabiam que 98% das pessoas fazem resoluções de início de ano? As mais típicas são perder peso, trocar de emprego e economizar dinheiro. Porém, apenas 4% cumprem as metas estabelecidas. Algo errado aqui? Com certeza!

E será que o problema está na meta? Muito difícil de ser atingida? Não… o problema está no método. Toda mudança é difícil, especialmente aquelas que mexem com aspectos fundamentais do nosso dia-a-dia, como alimentar-se, horários, exercícios. Aquelas mudanças que mexem com nossos hábitos.

E é por isso que Charles Duhigg se tornou um bestseller. Ele escreveu O Poder do Hábito, aonde nos ensina um método de como executar uma mudança sobre algo fundamental em nossa vida. Ele inicia explicando de onde vem os hábitos e por que é tão difícil muda-los. Nos presenteia com o método. E nos conta histórias reais de mudanças – e de não mudanças – e por que elas aconteceram ou não.

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Once you know a habit exists, you have the responsibility to change it . . . others have done so . . . That, in some ways, is the point of this book. Perhaps a sleep-walking murderer can plausibly argue that he wasn’t aware of his habit, and so he doesn’t bear responsibility for his crime, but almost all of the other patterns that exist in most people’s lives — how we eat and sleep and talk to our kids, how we unthinkingly spend our time, attention and money — those are habits that we know exist. And once you understand that habits can change, you have the freedom and the responsibility to remake them. Once you understand that habits can be rebuilt, the power of habit becomes easier to grasp and the only option left is to get to work.

Duhigg faz um brilhante trabalho nos explicando que hábitos são criados desde que nascemos, e que é de nossa natureza – parte de como nosso cérebro funciona e evoluiu – formar processos repetitivos que não demandam nossa atenção plena. Dessa forma, conseguimos executar diversas tarefas e rotinas de forma automatizada e praticamente sem pensar. Quantas vezes nos percebemos escovando os dentes, ou mesmo dirigindo para o trabalho?

E é por esta automatização que os hábitos são tão difíceis de serem mudados. E é aí que o método se encaixa. Ele defende que temos que reconhecer nossos hábitos, entender o que precisamos mudar, e então executar os passos “deixa” – “rotina” – “recompensa”. A “deixa” é aquilo que vai nos lembrar da mudança da rotina. Se temos que correr, deixar  o tênis na porta. A rotina é executar aquilo que queremos mudar, no caso correr. E a recompensa é a conclusão, para que o corpo e o cérebro entendam que a mudança é positiva. Após a corrida tomar um suco, ou algo que dê esse prazer final.

Dessa forma, e com a repetição seguida, o novo hábito se estabiliza.

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The Golden Rule of Habit Change: You can’t extinguish a bad habit, you can only change it.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português e em outras línguas, em meios digitais, físicos e em áudio. Também existem diversos sites com dicas de como implementar a metodologia, vai no BING e procura 😉

Já mudei alguns dos meus hábitos, e no próximo post vou contar uma experiência pessoal. Enquanto isso, minha antibiblioteca continua crescendo:

Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity, de David Allen
Essencialismo, de Greg McKown

Gostou do post? Me diz o que posso melhorar!

E não esquece de deixar seu e-mail para saber quando tem uma atualização por aqui.

12 Livros para 12 meses de estágio – Mês 7 – Aprender Sempre

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Momentos decisivos, aqueles raros onde tudo está em jogo, uma carreira, um campeonato, um amor verdadeiro. As finais da nossa vida estão por aí, e muitas vezes ocorrem sem nem mesmo percebermos.

Existem aqueles que se preparam. Moldam seus dias esperando a hora perfeita, onde irão encarar seu destino. Estes não são vacilantes, agem e trabalham, praticam e aprendem.

Outros apenas vivem, sem nem se dar conta desses lampejos. Dia após dia, encaram a rotina como algo natural, passam de decisão a decisão, sim e não, como escrevem em um caderno ou tomam o café da manhã.

E terceiros são aqueles que as evitam, sabem que estão à mercê da batalha, mas não se sentem preparados, não tem coragem de enfrenta-la e falhar, de tomar um partido e o defender frente a outros.

Em qual perfil nos encaixamos?

A verdade é que os momentos decisivos vão continuar a ocorrer, independente da nossa vontade. Vamos vivenciá-los. E, quando ocorrerem, devemos estar preparados, não apenas para a vitória, ou para a confirmação do nosso ponto de vista; mas sim para o aprendizado. Crescemos quando aprendemos algo novo, ganhamos quando damos um passo à frente, com esforço; vivemos se decidirmos estar nesses momentos.

Este meu pequeno texto foi inspirado pelo livro da Dra. Carol S. Dweck, Mindset: How You Can Fulfil Your Potential . Um dos livros mais inspiradores que li. Não à toa, está sendo indicado pelo presidente de onde trabalho para que todos leiam e reflitam. E por que? Mudança de forma de pensar. De mindset. Passar de uma mentalidade fixa, onde achamos que somos inteligentes ou burros, atléticos ou nerds, lindas ou espertas, um mundo onde nascemos de uma forma e não mudamos. Onde tiramos notas boas e precisamos de aprovação, ou fazemos o que o chefe determina e ganhamos um aumento.

E qual a mudança? Mentalidade de Crescimento!

MindsethardMindset change is not about picking up a few pointers here and there. It’s about seeing things in a new way. When people…change to a growth mindset, they change from a judge-and-be-judged framework to a learn-and-help-learn framework. Their commitment is to growth, and growth take plenty of time, effort, and mutual support.

What on earth would make someone a nonlearner? Everyone is born with an intense drive to learn. Infants stretch their skills daily. Not just ordinary skills, but the most difficult tasks of a lifetime, like learning to walk and talk. They never decide it’s too hard or not worth the effort. Babies don’t worry about making mistakes or humiliating themselves. They walk, they fall, they get.

O poder da Mentalidade de Crescimento é infinito. É ele que nos direciona, através do esforço, do aprendizado, da perseverança, para um novo patamar dentro de nossas vidas. Crescer e atingir nosso potencial deve ser nossa meta constante, não agradar e buscar reconhecimento, nem evitar conflitos que nos façam cair.

O livro é cheio de exemplos em diversos campos, do esporte ao corporativo, da família, filhos, relacionamentos. Os ensinamentos aos pais são cativantes, e mostram o quanto estamos mimando e empobrecendo o crescimento dos nossos filhos com elogios e dando tudo a eles, ao invés de desafia-los constantemente, buscar que aprendam com erros, que exercitem seus cérebros e busquem satisfação no processo de solucionar no problema, e não no resultado positivo.

So what should we say when children complete a task—say, math problems—quickly and perfectly? Should we deny them the praise they have earned? Yes. When this happens, I say, “Whoops. I guess that was too easy. I apologize for wasting your time. Let’s do something you can really learn from!

E, finalmente, a frase que mais me marcou no livro, e que espero também tenha um impacto enorme na sua vida:

Don’t judge. Teach. It’s a learning process.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Grande
Aplicabilidade: Alto

O livro está disponível em diversas línguas, inclusive português, em meios digitais e físicos e em áudio.

Eu continuo crescendo, e espero aprender ainda mais com esses livros:
Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking, de Susan Cain
To Sell is Human: The Surprising Truth About Persuading, Convincing, and Influencing Others, de Daniel Pink

 

Aprendeu algo novo hoje? Conta pra gente nos comentários ou nas redes sociais! E não deixe de subscrever seu e-mail para receber atualizações do blog!

Liderança – Paciência ou Paixão?

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challenge-1316103Sou apaixonado por esporte. Assisto, pratico, comento, vivo.

Sou apaixonado por liderança. Leio, pratico, sigo, realizo.

Esporte e liderança, no mesmo livro? Me surpreendeu, muito!

Eu comecei a ler o livro Guardiola Confidencial esperando ver muito de futebol. Informações de bastidores, fofocas, brigas, preleições, etc. Quão errado eu estava. Martí Perarnau passou um ano convivendo dentro do Bayern de Munique (o primeiro de Guardiola lá), dissecando os métodos de treinamento, as interações com os jogadores, a imprensa e a diretoria, seus assistentes e jogos, tentando entender como esse super técnico conseguiu resultados tão bons em pouquíssimo tempo, como conseguiu encantar o mundo com um time imbatível no Barcelona. E descobriu algo muito maior do que o jogo.

Guardiola é, acima de tudo, um estrategista. Ele conhece o jogo como poucos, e constrói métodos sem precedentes para passar o que precisa aos jogadores. Tem um calendário já estabelecido de tudo o que vai passar aos jogadores, e incrementalmente o faz durante o ano, treino após treino.
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O Técnico nos explica três de seus conceitos fundamentais de jogo: a linha defensiva, os quinze passes iniciais e o cuidado com os jogadores livres.

Temos que construir as vitórias do zero, porque o mais difícil não é vencer, mas continuar vencendo depois de já ter vencido, porque todos supõem que você vai voltar a vencer.

Martí também vai a fundo nas dúvidas, incertezas, momentos difíceis e reflexões de Pep. Desde sua decisão em voltar ao futebol, e em qual clube, até a como montar uma escalação, o que dizer aos comandados, como atacar o adversário. Ele o define como obsessivo, competitivo, perfeccionista, pedagógico, apaixonado, enérgico e curioso.

Ele se prepara e está sempre preparado. É próximo e distante, inovador, frio, passional. É extremamente exigente – mais consigo mesmo que com os demais. Autocrítico insatisfeito. Eternamente insatisfeito. Pragmático, simples, irritável. Pep é mecânico. Persistente, esforçado e trabalhador até o limite. É entusiasta e sentimental até a lágrima. Inconformista. É impulsivo e reflexivo às vezes. É maníaco, supersticioso e racional, muito racional. E sempre duvida. Duvida de tudo.

E dentro de todas essas características, a que mais me impressionou foi o seu sendo do presente. Do hoje. Ele está se planejando, claro, porém sempre pensando no imediato próximo passo. O que dizer a um atleta, qual resposta dar em uma coletiva. Que treino fará amanhã, que tornará o seu time melhor. Não em relação aos adversários, mas sim a eles mesmos. Como buscar sempre a excelência.

Excelência! O que é isso? A excelência é uma ilusão. Você pode busca-la o quanto quiser, mas ela só aparece de vez em quando. Porém, é verdade: precisamos estar por perto para o caso de ela aparecer.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Médio

O livro está disponível em diversas línguas, inclusive português, em meios digitais e físicos.

Eu adoro esporte, e minha pilha de livros aumentou depois do Guardiola:

Giba Neles!, de Luiz Paulo Montes
Segundo Tempo. De Ídolo a Mito, de Odir Cunha

Curtiu? Fez um golaço? Me conta nas redes sociais ou deixa um comentário. Quer uma resenha de um livro que gosta? Deixa um recado que te respondo!

A Antibiblioteca vai para o mundo físico

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Caros leitores, na última semana a Antibiblioteca ganhou vida no plano físico. Pulou fora do Blog, em formato de palestra, e mais de 30 novos estagiários da Microsoft conversaram comigo sobre 12 Livros para Ler em 12 Meses de Estágio.

O papo ocorreu dentro do ciclo de onboarding da nova turma de estagiários, e pude passar para eles todo o ciclo de livros para ajuda-los na jornada de aprendizado que vão fazer nos próximos meses. Senti uma receptividade enorme, e quero agradecer à organização e à Microsoft pela oportunidade.

Se você também quer levar a Antibiblioteca para sua empresa ou comunidade, deixe um comentário aqui ou nas redes sociais que eu entro em contato!

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E para aqueles que participaram da palestra, podem baixar AQUI a lista de livros.

Muitos livros na estante de todos!

12 Livros para 12 meses de estágio – Mês 6 – Tá com dúvida? Pergunta!

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Leitores, tudo bem? Espero que estejam gostando de nossa série sobre livros para estágio 🙂 e também para quem já está mais adiantado na carreira! Hoje vamos falar de perguntas, seu poder e nossa dificuldade em fazê-las.

Uma das habilidades mais poderosas e bem vistas é perguntar. No entanto, vivemos em uma sociedade onde aprendemos o tempo todo a responder, somos avaliados pelas repostas que damos desde pequenos, e praticamente condicionados a não fazer perguntas.
Porém em uma carreira, em uma negociação, em um relacionamento, saber fazer as perguntas corretas, chegar ao cerne das questões, é fundamental.

Nem sempre conseguimos formular boas perguntas. Em muitas situações, nos contentamos com a primeira resposta, ou até vamos direto ao nosso discurso, sem antes explorar o lado do outro. Quantas vezes não conhecemos e começamos a falar de nós mesmos ou do nosso negócio? Nos esquecemos que a primeira coisa a fazer deve ser conhecer o outro melhor, o que faz, seus problemas e dificuldades, seus desejos e anseios.

Andrew Sobel é um especialista no assunto, e em seu livro Power Questions: Build Relationships, Win New Business, and Influence Others ele explora a fundo diversas situações e como podemos fazer grandes perguntas, abertas (aquelas que a resposta é uma descrição, e não apenas sim ou não), exploratórias, perguntas subsequentes, verdadeiras e poderosas. Todas com o objetivo de descobrir mais a fundo o problema em questão. E o mais importante: Que as perguntas sejam honestas. Que estejamos realmente interessados em descobrir mais sobre o outro, a fazê-los pensar e refletir.

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 When someone says ‘Tell me about your company’, get them to be more specific. Ask ‘What would you like to know about us?’

When you’re trying to define an organizational role, to restore a sense of purpose and pride, or just understand what makes people tick, ask: ‘Why do you do what you do?’

When someone says, ‘I want this’, you have to find out what they really need. You do this by asking ‘Why?’. You can ask this question as many as five times, starting with ‘Why do you want to do that?’ or ‘Why is this happening?’

São 337 perguntas que abordam as relações humanas e nos ajudam a construir e aprofundar estas. Cada pergunta foi testada em situações reais, e cada exemplo vem da vivência dos autores. Eles entrevistam CEOs, pais de família, empreendedores e jovens. E em vez de respostas aos problemas, nos trazem perguntas.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português (físico), e em inglês com versões físicas, digitais e em áudio, tranquilo de encontrar.

Está se perguntando se minha antibiblioteca cresceu? Claro!!!
Just Listen: Discover the Secret to Getting Through to Absolutely Anyone de Mark Goulston
A More Beautiful Question: The Power of Inquiry to Spark Breakthrough Ideas de Warren Berger

Tem outra dica de livro? Conta pra todos nos comentários, ou nas redes sociais 🙂

12 Livros para 12 Meses de Estágio – Mês 5 – NetWORKING

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Olá pessoal! Estamos de volta 🙂

Perdão pela ausência. Foi um final de ano um pouco confuso, curtas férias e um reinício bem complicado. Mas com muitas novidades!

Nossa lista de livros aumentou (e vem novidades boas por aí), a antibiblioteca ganhou vida fora da Internet (obrigado Microsoft! Vai ter post disso logo mais), e minhas energias estão renovadas!

Portanto, sem mais delongas, retomemos de onde paramos… Nosso projeto de 12 livros para 12 meses de estágio!

E chegou a hora de falar das outras pessoas, aqueles que estão à nossa volta, que precisamos nos relacionar. Da arte do Networking! Criar boa conexões, duradouras, com as pessoas certas, é a chave para nos desenvolvermos dentro da empresa. Aprenderemos mais, teremos visibilidade de outras áreas, mais pessoas conhecerão o nosso trabalho.

E vejam só que interessante essa palavra: Networking. Net-WORKING. Não net-waiting, não net-sit. É trabalhar na sua rede. Talvez seja uma das habilidades mais menosprezadas. As pessoas deixam acontecer, apenas agem naturalmente. Não se planejam, nem tem objetivos e metas de networking. E aí esta a chave da questão. Trabalhar duro e constantemente em networking, em conexões verdadeiras, relacionamentos que duram, planejamento e metas.

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 E aqui esta o livro mais “manual” da nossa lista. The 29% Solution, de Ivan Misner é baseado na teoria dos seis graus de conexão, mas se aprofunda um pouco: Nem todas as pessoas estão conectadas em 6 graus. Segundo o mesmo estudo que apresentou a teoria, apenas 29% das pessoas atingiram os 6 graus. E aí está o segredo: Estar no grupo dos 29%.

Effective networking is not just socializing, nor is it simply attending meetings. It’s about building connections and relationships.

When it comes to business networking, you never know who people know.

Ele trás um manual de 54 semanas de como melhorar nosso networking, com um exercício prático por semana. É bem direto ao ponto, rápido de ler e nem preciso dizer muito aplicável. Vai de como montar um plano de networking, com metas, passando pelos jogos de golfe e eventos. Tem várias abordagens bem óbvias, mas outras um tanto esclarecedoras.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Só achei o livro em inglês, apesar de encontrar outros títulos do mesmo autor com edições brasileiras em português. Está disponível em formatos físico, digital e áudio.

Para aumentar sua estante, mais dois livros do tema, um também com uma teoria de rede muito bacana, e outro sobre oportunidades de relacionamento que temos o tempo todo.

How to Be a Power Connector: The 5+50+100 Rule for Turning Your Business Network into Profits
Never Eat Alone, Expanded and Updated: And Other Secrets to Success, One Relationship at a Time

Me conta como está seu networking! Deixe um comentário, siga-nos no twitter ou na página da antibiblioteca no facebook!

12 Livros para 12 meses de estágio – Mês 4 – Minha primeira apresentação!

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Apresentação. Falar em público. Discursar. Quem já não suou frio nessa hora? Ou não se emocionou assistindo alguém no TED, ou o saudoso Steve Jobs?

Geralmente as empresas preservam seus estagiários das apresentações, deixam ficar mais maduros, mas nem sempre é assim. Eu mesmo gosto de já colocar no fogo logo de cara, pois não é  a qualidade que avalio no início, mas sim a persistência de fazer algo novo e fora da zona conforto 🙂

Nesse post vou falar sobre um belíssimo livro sobre Pitch de negócios, talvez um pouco avançado, mas o livro é simplesmente maravilhoso. Mas antes disso, eu vou quebrar um pouco o protocolo e passar algumas dicas de como eu faço apresentações, e também das melhores práticas que vejo em grandes apresentadores.

Tenha tudo sob controle!

O mais importante para fazer uma boa apresentação é ter tudo sob controle. Nada de chegar com um PPT sem saber o conteúdo. Sem saber o público então, nem se fala.

Saiba exatamente do que vai falar. Todos os pontos, qual a mensagem principal e as secundárias, o que você quer que as pessoas saiam da sala sabendo. Imagina se você baseia todo o seu conteúdo em um PPT, e chega na hora da apresentação e acaba a energia? Vai ficar mudo? Vai adiar?

Treine com antecedência, use alguém de confiança para fazer ensaios e correções. Se possível até grave a apresentação e assista para ver os erros, aonde você pode melhorar, detalhes de postura, etc.

Entenda para quem você está entregando a mensagem. O que as pessoas querem ouvir? Quais são os motivadores para estar na sua apresentação? Quem são os principais recebedores e os principais influenciadores? Quais as características deles?

Visite o local da apresentação antes: vai precisar de material de apoio (flipcharts, Datashow, internet)? É uma sala ou um auditório? Como é a iluminação e a acústica?

Use truques!

Organize a sua apresentação no esquema “Hook – Body – Wrap”, ou seja, tenha um bom gancho pra começar, que traga a audiência para você. Só então mova com o conteúdo e, no final, finalize sintetizando e remetendo àquele gancho do início. Não tem erro.

Não use siglas, palavras em outra língua, jargões da sua empresa, termos técnicos. Você sabe de tudo isso, mas seu público não. Simplifique seu linguajar.

Tire as muletas da frente. Não segure nada nas mãos, nem as coloque no bolso. Saia da “posição de cavalo” onde você se apoia em uma perna ou em outra. Finque os dois pés no chão, joelhos relaxados, costas eretas.

Respire fundo!

Respire fundo antes de entrar na apresentação, para te colocar em um estudo mais tranquilo e mais conectado consigo mesmo. Se seguiu todos os passos acima, a probabilidade de “dar branco” é bem baixa. Fale do que você sabe, de coração, e todos vão te ouvir!

E o livro?

Ah sim, já ia falar do livro! Oren Klaff é um negociador profissional, trabalha para levantar fundos para clientes. Ele tem vasta experiência em apresentações, e resolveu juntar em seu livro uma metodologia criada por ele mesmo durante anos. Ele basicamente trabalha com frames entre as pessoas, e a cada interação que você tiver existe a necessidade de entender em qual frame o público está, em qual você quer se colocar, entender este conflito e resolvê-lo, a seu favor.

A Frame is the instrument you use to package your power, authority, strength, information and status.

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Mas não é só no Frame que fica Pitch Anything: An Innovative Method for Presenting, Persuading, and Winning the Deal. Ele constrói um método, mas também dá diversos exemplos de colisões de frames, dá dicas preciosas para a hora da apresentação e de como trabalhar com tensão e emoções, como colocar uma proposta à mesa e como negociar.

As businesspeople, we come together to find solutions to problems – not to admire problems that have already been solved for us. If you don’t have a series of challenges for the target to over-come – with pushes and pulls and tension loops – then you don’t have a pitch narrative.

O livro é definitivamente um bem para qualquer pessoal que trabalha com apresentações e negociações. Vale ser lido e revisto ao longo do tempo, e praticar cada dica.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Infelizmente não está disponível em português, porém tem versões físicas, digitais e em áudio, sendo fácil de achar.

O tema é maravilhoso e eu adoro dicas sobre apresentação e storytelling. Já estão na pilha da antibiblioteca:
What Great Salespeople Do: The Science of Selling Through Emotional Connection and the Power of Story de Michael Bosworth
Storytelling at Work: How Moments of Truth on the Job Reveal the Real Business of Life (English Edition) de Mitch Ditkoff

Pronto para a próxima apresentação? Me conta como foi nos comentários, ou nas redes sociais!

12 Livros para 12 meses de estágio – Mês 3 – Meu chefe só pede pra ontem!

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Dois, três meses na empresa… ou apenas algumas semanas, e seu chefe já não pede mais nada para amanhã. Tarefas se acumulam, os e-mails já não param de chegar (afinal você pediu a todo mundo que conversou para te copiar em todos os assuntos!), convites para diversas reuniões onde parece que todos falam em outra língua – a de siglas – e seu tempo está indo embora.

Academia? Happy Hour? Faculdade? Futebol? Baladinha? Tudo pra depois. Preciso entregar essa proposta caso contrário não vamos fechar aquele contrato!

É nessa hora que aprendemos que existe um recurso muito precioso, que não se pode comprar, multiplicar nem recuperar: tempo! Você sabe o que significa o número 1.440? É a quantidade de minutos que temos em um dia! Pouco não?

É assim que Kevin Kruse abre o seu livro, e dá o primeiro de seus 15 segredos para o gerenciamento de tempo! Como fazer para utilizarmos esses 1.440 minutos da melhor forma possível dentro de um dia. E o desafio é gigante. Muitas vezes implica em dizer não, em ser organizado e comprometido.

15 Secrets Successful People Know About Time Management: The Productivity Habits of 7 Billionaires, 13 Olympic Athletes, 29 Straight-A Students, and 239 Entrepreneurs (English Edition) é quase um manual. O autor propõe 15 padrões, com práticas, entrevistas com pessoas altamente produtivas entre empreendedores, atletas, estudantes e bilionários, e ainda facilita nossa vida com um “atalho” que compreende apenas parte dos 15 padrões, para os iniciantes.

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Esta é uma lição que eu sempre tento ensinar aos meu filhos: todo sim é um não a alguma outra coisa. Não é que eles devem dizer não a tudo; mas que devem pensar sobre o assunto. (this is a lesson I even try to teach my kids: every yes is a no to something else. It’s not that they should say no to everything; it’s that they should think it through)

 

 

Um dos pontos que achei mais interessante foi a dos dias temáticos. Bloquear sua agenda para atividades específicas, por exemplo às segundas reuniões de time e revisão, às terças trabalhar com produtos, quartas marketing, etc.

E o autor navega em diversos níveis de dicas. De acordar cedo (tema de um post dessa série em futuro próximo!) a dizer não, colocar tudo no calendário, tocar as coisas e fazer apenas uma vez, ter energia se alimentando bem, bebendo bastante água e fazendo pausas. Tudo com grandes exemplos, comentários de entrevistados e testes realizados na vida real.

Pessoas super bem sucedidas não torram horas tentando fechar tarefas na sua lista. Ao invés disso, eles pensam sobre as prioridades, agendam tempo para cada uma, e então param quando é o bastante. (Super successful people don’t just burn hour after hour trying to cross more items off their task list. Instead, they think through their priorities, schedule time for each, and then enough is enough.

No final ainda ganhamos um apêndice com o testemunho de diversas pessoas nas áreas de empreendedorismo, grandes alunos, bilionários e atletas olímpicos. Tudo em um tom casual e bem direto. Esse livro se tornou uma das minhas consultas periódicas, está sempre à mão para me relembrar dos pontos e me disciplinar. E vem me ajudando muito!

A coisa mais importante sobre tempo e produtividade não é uma tática ou um truque – é uma mudança de comportamento. (the single most important thing when it comes to time and productivity isn’t a tactic or a trick – it’s a shift in mindset)

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Alto

É um livro bem novo, e está disponível apenas em inglês, versões físicas e digitais.

Quer salvar mais tempo? Olha o que coloquei na minha antibiblioteca:
Hackeando Tudo: 90 Hábitos Para Mudar o Rumo de Uma Geração [Ebook] de Raiam Santos.
O princípio 80/20: Os segredos para conseguir mais com menos nos negócios e na vida de Richard Koch

* As traduções dos trechos foram feitas por mim de forma livre 🙂

Invista seu tempo nesse livro! E também pra comentar aqui e nas redes sociais!

12 livros para 12 meses de estágio – Mês 2 – Meu Primeiro Salário

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Começamos uma série sobre 12 livros para 12 meses de estágio, e no primeiro episódio falamos sobre o início do estágio. Nesse segundo episódio, quero encarar rapidamente um tema que, a longo prazo, pode ser o diferencial para nossa vida: o que fazer com o dinheiro!

Normalmente o estágio é nossa primeira fonte de renda, e quando começamos a sentir a independência financeira chegando. Nada mais de pedir dinheiro emprestado, depender de uma contribuição “paitrocinada” (vulga mesada) ou de pequenas rendas com bicos. Agora temos um salário, algo que nos pagam pelo esforço que colocamos no dia-a-dia.

Mas antes de começarmos a gastar, temos que nos precaver e nos planejar. E o primeiro problema já está aí: o nosso sistema educacional, bem como nosso aprendizado de vida, não contempla educação financeira. Não temos uma aula sobre como criar um orçamento, como investir, as diferenças dos mercados, e tantos outros assuntos que serão fundamentais para nosso sucesso financeiro ao longo de nossa vida. E aqui eu desafio cada um de vocês: tornem a educação financeira prioridade número 1!

Estou falando de estudar, ler, entender e desenvolver a inteligência financeira. Segundo Robert Kyiosaki, precisamos ter as habilidades financeiras corretas, para tomar as decisões assertivas e fazer nosso patrimônio crescer.

Kyiosaki é bastante famoso pela série de livros Pai Rico, Pai Pobre, e hoje vou tratar de um deles, Pai Rico – Desenvolva sua Inteligência Financeira

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Ele cria uma metodologia de 5 medições sobre nossa inteligência financeira, e nos mostra para que servem e como progredir em cada uma delas: Fazer mais dinheiro, Proteger seu dinheiro, Controlar o orçamento, Alavancar seu dinheiro e Melhorar suas informações financeiras. E inicia com uma lição básica: temos que aprender sobre finanças resolvendo nossos problemas financeiros!

Inteligência não é memorizar velhas respostas e evitar erros – um comportamento que nossas escolas definem como inteligente. A verdadeira inteligência envolve aprender a resolver problemas e qualificar-se para resolver problemas ainda maiores. A verdadeira inteligência é sobre a alegria de aprender, e não sobre o medo de fracassar.

Sobre proteção e orçamento, ele nos dá lições preciosas em termos de impostos, taxas e quem quer nosso dinheiro. Também nos lembra que um orçamento bem feito não foca necessariamente em gastar menos do que recebemos, ou reduzir custos, mas sim em criar novas fontes de rendas, e investir em nós mesmos, algo que geralmente fica relegado à ultima prioridade. A pergunta que ele faz: por que você deve pagar a todos os outros antes de a si mesmo?

Muitas pessoas não pagam a si mesmas primeiro porque ninguém grita com elas. Ninguém contrata um cobrador para bater à porta a fim de cobrar de si próprio. Em outras palavras, não colocamos pressão sobre nós mesmos se não pagarmos a nós mesmos.

Ele também trata sobre um tema necessário para a riqueza, a alavancagem: como fazer mais dinheiro contando com dinheiro dos outros. E nos trás a chave para a redução de riscos: controle sobre as variáveis. Ter o controle é saber com quem está se relacionando (parceiros, sócios), ter um bom financiamento e um bom gerenciamento.

Finalmente, ele trás a informação para a mesa. E nos tempos atuais, temos muita informação, mas pouca inteligência aplicada, gerando uma quantidade de ruído enorme! Para tomarmos as decisões financeiras corretas temos que nos basear em informações, dados e inteligência, e não em opiniões próprias ou de terceiros.

O livro é direto ao ponto, tem exemplos práticos e a linguagem é bem simples. Ele usa muitos exemplos pessoais, o que não me agrada tanto, porém vai do gosto de cada um 🙂

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Pequeno
Aplicabilidade: Médio

Está disponível em português, versões físicas, digitais e em áudio, tranquilo de achar.

E falando em dinheiro, já investi na minha antibiblioteca:
Get Rich Carefully, de James J. Cramer
The Buy Side, de Turney Duff

Boa Leitura! E quando terminar vamos conversar sobre o que achou! Comente aqui ou nas redes sociais!

Quando Escrever Não Basta

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writingEscrever sem dúvida é uma das artes mais nobres e intrigantes. Colocar no papel as suas ideias, seus princípios, transmitir a outros aquilo que te faz pensar. Mostrar em palavras sentimentos, ações, descrições de mundos não imaginados, passado e futuro.

E quando estamos na área da paixão, tudo se torna ainda mais complexo. Um casal escondendo um amor proibido, uma vocação que está para florescer, um estudante e seu mestre em busca do sentido. O escritor é desafiado perante a complexidade do tema, o cruzamento das passagens. A narrativa é sua única forma de expressão, e também a mais valiosa.

Existe um escritor da nova geração que encara esse desafio com graciosidade, seu nome é Joel Dicker.

Não seria pouco dizer que Dicker já é um dos grandes contadores de história da nossa geração. Nascido em Geneva, em 1985, ele alcançou o estrelato com seu best seller A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de 2012.

livro Harry Qbert

Todos os que se lembram de Nola dizem que ela era uma garota maravilhosa. Daquelas que ficam gravadas na nossa memória: delicada e solícita, multitalentosa e radiante. Parecia ter aquela alegria de viver inigualável, capaz de iluminar os piores dias de chuva. Aos sábados, trabalhava no Clark’s: saracoteava entre as mesas, ligeira, fazendo dançar nos ares seu cabelo louro e cacheado. Tinha sempre uma palavra gentil para cada freguês. Não se via ninguém além dela. Nola era um mundo inteiro em si.

O livro foi traduzido para 30 idiomas e publicado em 45 países, sendo reconhecido fora da Europa como um dos romances policiais contemporâneos mais bem escritos. Somos surpreendidos com reviravoltas a cada instante e com um jogo de palavras literário que nos instiga a continuar a leitura. É uma história de amor, a busca por um sentido na escrita e na vida.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Grande
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português, em formato físico e digital, e também em audio, em inglês e em francês.

O que adicionei à minha antibiblioteca com esse livro?
Lugares Escuros, de Gillian Flynn
Os últimos dias de nossos pais, de Joël Dicker

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