
Redes Sociais. Consumerização. Inteligência Artificial. Internet das Coisas. Carros autônomos. Biotecnologia. Essas são algumas das palavras que temos visto em artigos, posts e matérias, que temos discutido com nossos amigos em churrascos e aniversários, e que tem nos feito pensar… Quais os impactos das novas tecnologias na nossa vida? Seremos realmente substituídos por máquinas? Qual a moral de um robô? Estamos conectados e sendo vigiados o tempo inteiro?
São muitas as questões, porém um única certeza: este é o novo mundo que estamos inseridos, e querendo ou não temos um desafio de aprender uma nova ordem, um novo modelo de sociedade que já inclui a tecnologia como alicerce fundamental.
Em toda revolução da humanidade existem aquelas pessoas visionárias, que saem na frente, que pensam no que ainda está por vir e conseguem se alavancar sobre as mudanças. Vimos isso ao longo da história com grandes generais, com reinados, com religiões, com os bancos e as grandes empresas. E nessa revolução? Quem são aqueles que lideram nosso mundo para o amanhã? E por que?
É isso que o livro The Seventh Sense: Power, Fortune, and Survival in the Age of Networks, de Joshua Cooper Ramo tenta nos mostrar. Em um mundo transformado, especialmente pela grande e veloz conectividade, que sentido temos que desenvolver para entender e capitalizar sobre a mudança? O que as redes trazem de novidade nas interações e nos eventos?
Ramo faz uma análise bastante profunda do impacto das redes em nossa sociedade. Desde o simples fato de estarmos todos conectados a todo momento, até a facilidade de trocarmos experiências e informações com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, de forma instantânea. E essa é a grande sacada dele: a velocidade que a rede proporciona em termos de integração social.
Se pensarmos que no passado a distância era o grande problema, pois demorávamos horas, dias ou semanas para ir de um ponto a outro, ou fazer uma informação chegar, hoje essa barreira está quebrada. Podemos enviar dinheiro de um canto a outro do mundo instantaneamente, bem como produzir uma revolução, combinar a votação de um presidente ou um ataque terrorista.
What is true for the machines all around us now is true for us too: We are what we are connected to. And mastery of that connection turns out to be the modern version of Napoleon’s coup d’oeil, the essential skill of the age
Nas palavras de Ramo, temos que desenvolver um novo sentido para entender como as coisas estão conectadas. O Sétimo Sentido é “olhar para um objeto e ver a forma como ele foi transformado pela conectividade”, ou seja, o impacto que a rede, a conexão, trazem a qualquer elemento que está nela, seja um humano, um avatar, um objeto, uma informação, um carro ou um robô.
E neste sétimo sentido existem também as ameaças, afinal quando temos uma nova força, ainda pouco compreendida, sendo elevada como a mais importante, podemos ter concentrações de poder, ou o poder em mãos erradas ou caóticas. E as pessoas que começam a compreender esse sentido são aquelas que tomas a frente nas negociações, nas revoluções e nas mudanças.
Quando você inventa o barco, você também inventa o naufrágio.
É um livro revolucionário no seu tema e proposição, porém achei muito teórico. De qualquer forma vale a leitura! Está disponível em inglês, em meios físico, digital e em áudio. Eu escutei com narração do próprio autor.
Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Médio
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Média
Me inspirei por dois amigos a colocar os seguintes livros na minha antibiblioteca:
Persuadable: How Great Leaders Change Their Minds to Change the World, de Al Pittampalli
Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman
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What is true for the machines all around us now is true for us too: We are what we are connected to. And mastery of that connection turns out to be the modern version of Napoleon’s coup d’oeil, the essential skill of the age