Elas no comando!

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Tenho lido nos últimos meses diversos livros com mulheres no comando. Elas como personagem principal, trazendo fortes temas. Sensíveis? Sim! Mas não do jeito que você está pensando.

Iniciei minha pesquisa nesse mundo com Garota Exemplar, de Gillian Flynn. Li este e outros dois livros dela, parti então para a série Millenium, de Stieg Larsson, encarei Tess Gerritsen e seu O Fio do Bisturi. Mas quero falar de um best-seller dos últimos meses, A Garota no Trem, de Paula Hawkins.

Livro fenômeno, de estreia da autora, é o estilo thriller que todos gostam. Fala sobre Rachel, uma londrina que perdeu seu marido, e praticamente tudo aquilo que tinha na vida, por um sério problema de alcoolismo.

A narrativa, muito bem contada, se passa em primeira pessoa. Não apenas Rachel a conduz, mas também outros personagens, como Anna e Megan, não necessariamente amigas da personagem principal, mas que suas vidas estão totalmente ligadas. Para o bem e para o mal.

Rachel pega todos os dias o trem de sua casa até Londres, todas as manhãs, e volta todas as tardes. Do trem ela narra os fatos do romance, observando a casa de “Jess e Jason” um casal que ela vê todos os dias e cria uma vida imaginária para eles. Mas então, algo terrível acontece, e ela se vê obrigada a procurar a polícia e relatar o que viu. Ou o que pensa que viu.

a-garota-no-tremÉ impossível resistir aos cuidados de um estranho. Alguém que olha para você, mas que não tem conhece, que diz que está tudo bem, independente do que você fez: você sofreu, você machucou, você merece perdão.

Paula nos joga em uma narrativa sobre o papel da mulher na vida, como esposa, mãe, trabalhadora, investigadora. As personagens trazem a todo momento seus conflitos, como os homens às veem, como se sentem quando traídas, quando abandonadas, atraídas ou curiosas. E sobre estes conflitos questionam por que a sociedade machista não consegue evoluir e equilibrar os papéis de homens e mulheres.

As mulheres continuam sendo valorizadas de verdade por duas coisas – sua aparência e seu papel como mãe.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Médio
Aplicabilidade: Alto

Mais mulheres que estão na minha antibiblioteca:
Lugares Escuros, de Gillian Flynn

The Nest, de Cynthia D’Aprix Sweeney

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Quando Escrever Não Basta

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writingEscrever sem dúvida é uma das artes mais nobres e intrigantes. Colocar no papel as suas ideias, seus princípios, transmitir a outros aquilo que te faz pensar. Mostrar em palavras sentimentos, ações, descrições de mundos não imaginados, passado e futuro.

E quando estamos na área da paixão, tudo se torna ainda mais complexo. Um casal escondendo um amor proibido, uma vocação que está para florescer, um estudante e seu mestre em busca do sentido. O escritor é desafiado perante a complexidade do tema, o cruzamento das passagens. A narrativa é sua única forma de expressão, e também a mais valiosa.

Existe um escritor da nova geração que encara esse desafio com graciosidade, seu nome é Joel Dicker.

Não seria pouco dizer que Dicker já é um dos grandes contadores de história da nossa geração. Nascido em Geneva, em 1985, ele alcançou o estrelato com seu best seller A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de 2012.

livro Harry Qbert

Todos os que se lembram de Nola dizem que ela era uma garota maravilhosa. Daquelas que ficam gravadas na nossa memória: delicada e solícita, multitalentosa e radiante. Parecia ter aquela alegria de viver inigualável, capaz de iluminar os piores dias de chuva. Aos sábados, trabalhava no Clark’s: saracoteava entre as mesas, ligeira, fazendo dançar nos ares seu cabelo louro e cacheado. Tinha sempre uma palavra gentil para cada freguês. Não se via ninguém além dela. Nola era um mundo inteiro em si.

O livro foi traduzido para 30 idiomas e publicado em 45 países, sendo reconhecido fora da Europa como um dos romances policiais contemporâneos mais bem escritos. Somos surpreendidos com reviravoltas a cada instante e com um jogo de palavras literário que nos instiga a continuar a leitura. É uma história de amor, a busca por um sentido na escrita e na vida.

Minha avaliação:
Facilidade de leitura: Alto
Tamanho: Grande
Aplicabilidade: Alto

Está disponível em português, em formato físico e digital, e também em audio, em inglês e em francês.

O que adicionei à minha antibiblioteca com esse livro?
Lugares Escuros, de Gillian Flynn
Os últimos dias de nossos pais, de Joël Dicker

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